Skip to main content

Com foco em inovação e responsabilidade social, Bett Brasil 2025 inicia debates sobre formação de professores, inclusão tecnológica e futuros regenerativos

A Bett Brasil 2025 começou oficialmente nesta segunda-feira, dia 28 de abril, data em que se comemora o Dia Mundial da Educação. Às 10h, com uma cerimônia que reuniu autoridades e especialistas em educação, em São Paulo, Claudia Valério, diretora-geral da Bett Brasil, deu as boas-vindas ao público. Celebrando a 30ª edição do evento, destacou o tema central deste ano: “Educação para enfrentar crises e construir futuros regenerativos”.

Em seu discurso no palco principal do evento, a diretora lembrou a importância histórica do encontro. “São 30 anos, 30 edições, e logo hoje, no Dia Mundial da Educação, abrimos a Bett Brasil 2025. É um evento leve, sem formalidade, mas com temas que ressoam no futuro da sociedade e das escolas”, afirmou. Entre os temas que guiarão os debates, Claudia destacou mudanças climáticas, saúde mental e inteligência artificial.

O presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), César Callegari, reforçou a urgência de novas abordagens para o ensino. “Criamos conhecimento quando experimentamos, e ainda mais quando fazemos isso de forma colaborativa e compartilhada. Aprendizado não é reprodução de conteúdos; é experimentação colaborativa”, afirmou.

Callegari ressaltou que o CNE trabalha na renovação de diretrizes do ensino médio, regulamentação do uso de telas e na formação prática de educadores. “Estamos construindo um novo momento para mais de 2 milhões de professores. Defendemos com muita firmeza que o uso de recursos tecnológicos não substitui a prática presencial e coletiva da pedagogia, e isso pauta esse momento”, enfatizou, convocando os educadores a participar desse momento importante.

Entre público e privado, valorização do professor é ponto comum

A vice-presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), Amábile Pacios, chamou atenção para a baixa procura pela carreira docente entre os jovens. “Há uma década não registramos interesse expressivo por esta profissão. Precisamos reverter a desvalorização cultural do professor”, alertou. Amábile, que é a autora da coluna Formação de Professores no educador21, defendeu também avanços na regulação do ensino a distância para garantir a qualidade da formação docente.

Representando o Governo Federal, Anita Gea Martinez Stefani, da Secretaria de Educação Básica (SEB), destacou o compromisso com a inclusão digital. “Nosso desafio é trazer tecnologia para todas as escolas, sem ampliar desigualdades. Ainda temos quase 4 mil escolas sem energia elétrica no país”, pontuou. Anita frisou que a formação em tecnologia deve integrar o currículo e reforçar o papel do professor como mediador.

O secretário executivo da Educação de São Paulo, Vinicius Neiva, destacou avanços na alfabetização e no ensino técnico estadual, além de ressaltar a necessidade de debater o financiamento da educação. “Para enfrentar crises, como a climática, precisamos adequar as escolas, e isso exige uma política de financiamento sustentável”, afirmou.

Compartilhe: