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Avanço da inteligência artificial e expansão de modelos híbridos impulsionam setor com soluções personalizadas e escaláveis para o futuro da educação

Os investimentos no mercado de tecnologia educacional continuam crescendo em ritmo acelerado. Segundo o relatório EdTech Market Forecast 2025-2033, da Business Research Insights, o setor deve ultrapassar a marca de US$ 1 trilhão até 2033, reflexo direto da consolidação da inteligência artificial, da digitalização do ensino e da busca por modelos que combinem personalização e escala.

A projeção aponta para um crescimento médio de 20,83% ao ano, com o volume de negócios saltando de US$ 193,74 bilhões em 2024 para US$ 1,06 trilhão na próxima década. Para analistas, esse avanço revela um novo momento para a educação global, cada vez mais atravessada por soluções digitais, plataformas adaptativas e modelos híbridos de ensino-aprendizagem.

Especialistas destacam que tecnologias emergentes, como IA generativa, gamificação e aprendizagem adaptativa, passam a integrar de forma definitiva as experiências pedagógicas. O interesse do mercado financeiro também acompanha essa transformação, posicionando as edtechs como um dos segmentos com maior potencial de impacto social e retorno sustentável.

Nesse cenário, o futuro da educação se desenha com base em três pilares: flexibilidade, acessibilidade e personalização — demandas que vêm reconfigurando os modelos educacionais em escala global.

Modelos híbridos combinam tecnologia e mediação humana

Entre as tendências mais relevantes no setor de edtechs está o fortalecimento dos modelos híbridos, que articulam a eficiência da tecnologia com o olhar humano do educador. Um dos exemplos destacados no relatório é o da plataforma TutorMundi, que une inteligência artificial e tutores universitários em serviços como aulas particulares, plantões de dúvidas e orientação de estudos.

Presente em escolas e redes educacionais de toda a América Latina, a edtech já realizou mais de 500 mil sessões desde 2019 e acumulou, apenas em 2024, o equivalente a 47.846 horas de monitoria — o que representa cerca de cinco anos de atendimento contínuo. Para Rapha Coe, CEO do TutorMundi, o diferencial está na capacidade de adaptar conteúdo, ritmo e linguagem às necessidades de cada aluno por meio da combinação entre algoritmo e intervenção humana.

A empresa, que planeja captar US$ 3 milhões em 2025, pretende ampliar sua atuação global e investir em novas soluções baseadas em IA para aprimorar a experiência de aprendizagem. Segundo o executivo, o uso estratégico da tecnologia pode oferecer um caminho mais eficiente para a personalização do ensino, sem abrir mão da escuta ativa e da sensibilidade do tutor.

O relatório da Business Research Insights reforça que soluções como essa tendem a se expandir principalmente em regiões com infraestrutura tecnológica limitada, onde plataformas em nuvem e recursos digitais se tornam estratégias para reduzir custos, ampliar o acesso e impulsionar a inclusão educacional.

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