O CEO da IntegralMind, Marcel Raminelli Costa, mostra que somente com boa formação e bem preparados conseguiremos ensinar nossos estudantes
Marcel Raminelli Costa*
Não é o que não pode ser que não é. Se você conhece o princípio dessa sentença por meio da filosofia ou da música de Arnaldo Antunes, aproveite. Caso contrário, prepare-se. Inicio este primeiro artigo para o educador21 com essa provocação: estar sempre bem preparado.
Geralmente, só se vai à escola por não saber e querer aprender. O professor, por seu lado, vai à escola porque sabe ensinar, dotado do conhecimento apreendido ao longo dos anos de sua preparação. Mas sabemos tudo? Estamos sempre bem preparados para os novos desafios, para as novas tecnologias, para as novas metodologias?
Hoje, a inteligência artificial (IA) e suas ferramentas obriga a atualização de todos os profissionais, independentemente da área de atuação. Na educação ainda mais: nossa missão é ensinar crianças e adolescentes, ávidos por conhecimentos. Mas lembre-se que essa geração que está aí na sua escola é bem ciente (e usuária) das ferramentas digitais que se impõem há tempos, para alguns, mesmo antes de nascer.
A introdução pra valer da IA nas metodologias de ensino já existentes pode ser um caminho natural, mas ela provocará um melhor desenvolver em nós professores, acompanhado de conhecimento e excelência acadêmica, com autoconhecimento.
Se a IA é relevante nos dias de hoje – e é, e será cada vez mais –, se as metodologias de ensino atendem ou não às premissas tecnológicas, tudo deve ser revisto. Mas o essencial é o professor, como orientador, como “mestre” que guia seus alunos. E nesse sentido, nenhuma “máquina” irá substituí-lo. Ao contrário, será o professor o elo entre o ensinar, as novas tecnologias e metodologias.
Mais abrangente ainda é outro ponto essencial que também destaco aqui e que tem a ver com a preparação do professor frente aos novos desafios: o autoconhecimento.
Quando criamos uma nova metodologia chamada Engenharia Educacional, priorizamos os dois lados da balança, ou seja, equilibrar o conteúdo ensinado com o autoconhecimento, com a promoção da saúde mental e emocional dos estudantes. Porque entendemos que só o conteúdo “técnico”, a metodologia conteudista e as próprias tecnologias não são suficientes para preparar o ser humano para os desafios atuais e futuros.
Pensar em novos desafios, preparação do professor e em uma nova metodologia de ensino exigem o desenvolver não apenas do conhecimento intelectual, mas também fortalecer as habilidades emocionais dos estudantes.
Por isso, diferencial da Engenharia Educacional está exatamente nesse enfoque nas habilidades emocionais, com a aplicação de conceitos como Resiliência Emocional e Tenacidade Emocional, que são trabalhados ao longo do processo, permitindo que os alunos não apenas dominem os conteúdos, mas também aprendam a lidar com o estresse, a pressão dos exames e a ansiedade.
Certamente, todo professor está em aprimoramento com as novas tecnologias de ensino, sobretudo com os domínios da inteligência artificial. Mas, para estar bem preparado, também será quesito básico desenvolver autoconhecimento e habilidades emocionais. Afinal, para ensinar aos estudantes tem que ser o que é, e não ser o que não é.
***CEO da **IntegralMind, professor, engenheiro formado na Poli-USP