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Formação de professores e demais profissionais da comunidade acadêmica é ponto fundamental para concretizar a inclusão escolar

Os desafios de cumprir a legislação da educação inclusiva foram destaque no Fórum da Educação Especial e Inclusiva, no último dia do GEduc 2025. As educadoras Amábile Pacios e Suely Melo de Castro Menezes trouxeram para o painel “As legislações em vigor – Quais são as reais obrigações das instituições educacionais”, uma discussão do âmbito legal para as práticas de inclusão nas escolas.

“A revolução da inclusão só se dará quando conseguirmos inseri-la no DNA das nossa escolas”, afirmou a educadora e consultora Suely Melo de Castro Menezes, ex-conselheira do CNE (Conselho Nacional de Educação).

Amábile Pacios, vice-presidente da Fenep (Federação Nacional das Escolas Particulares), apresentou o case do PAI (Plano de Apoio à Inclusão) da sua escola, a Domus, em Brasília, que é anterior à legislação vigente para essa prática. A educadora também anunciou no GEduc o lançamento, em maio, de um documento orientativo para as escolas particulares implementarem planos de inclusão.

“A escola precisa incluir. Mas precisa, antes disso, definir um plano de inclusão para apresentar aos pais e também para ter poder de argumentação com o Ministério Público”, pontuou Amábile.

Equipes multidisciplinares precisam trabalhar para que aconteça a inclusão

Os transtornos neurodivergentes na infância, sendo TEA, TDAH e dislexia os mais “comuns”, exigem abordagens multidisciplinares para garantir intervenções eficazes e suporte educacional adequado. A colaboração entre profissionais de diversas áreas é essencial para atender às necessidades complexas e promover o desenvolvimento integral das crianças.

O neuropediatra Flávio Geraldes Alves deu uma enorme contribuição a respeito de questões que envolvem a relação entre diagnóstico, laudo e práticas escolares. Presidente da Associação Pan-Americana de Medicina Canabinoide, Alves atua há mais de duas décadas na área e afirmou que há cerce de 2 mil especialistas, apenas, em todo o Brasil. “Isso torna a quantidades de diagnósticos menor, e aumenta o número de diagnósticos errados”, lamentou o médico durante a palestra “O diagnóstico e o laudo – dificuldades e soluções no contexto escolar”.

Segundo o neuropediatra, os diagnósticos de neurodivergências são difíceis, por demandam tempo para um acompanhamento correto do paciente, e disponibilidade e disposição para trabalhar de forma multidisciplinar – e poucos médicos estão inclinados a isso, infelizmente. “O grande risco desse quadro é que, a partir de um diagnóstico errado, a criança ou adolescente pode ser tratado de forma errada e também acaba recebendo um rótulo que a médio e longo prazo pode impedir que a inclusão aconteça de fato”, disse o médico.

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