Para o CEO da New Rizon, Henrique de Castro, investir em inovação é o único caminho para o setor dar um salto de qualidade
Henrique de Castro*
Em um mundo cada vez mais impulsionado pela tecnologia, a inovação na educação emerge como um imperativo. A tecnologia mudou, mas a forma de ensinar continua exatamente a mesma.
No Brasil, este desafio é amplificado por barreiras como acesso limitado à internet e recursos restritos nas escolas públicas. Atuando com tecnologia, com inovação no mercado financeiro e nos últimos quatro anos inovação na educação, percebi que cada vez mais é latente a necessidade de repensar a educação brasileira.
Primeiramente, devemos reconhecer que a inovação não é apenas uma questão de tecnologia, mas também de metodologia e abordagem, a OECD (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) inclusive traz várias diretrizes para isto, como a adoção de métodos pedagógicos inovadores, desenvolvimento profissional contínuo para educadores, currículos adaptativos e parcerias comunitárias.
Em nossos projetos, vimos melhorias excelentes em escolas onde houve um plano de capacitação dos educadores, conseguimos por exemplo, pela construção de uma plataforma de e-learning, democratizar o acesso a conteúdo antes restrito aos grandes centros.
Inclusive, apesar dos desafios, há um potencial significativo para o e-learning no Brasil, especialmente quando adaptado para ambientes com conectividade limitada, com soluções escaláveis e inclusivas, você pode transformar o ensino em áreas menos atendidas, desde um e-learning que permite acesso off-line as aulas, a um chatbot em WhatsApp com uso de IA que pode ensinar via mensagens.
A IMS Global estabelece padrões de inovações-chave na educação que auxiliam o direcionamento de quem quer inovar nessa área. Iniciativas de integrações com padrões abertos permitem que possamos realizar a aprendizagem centrada no aluno de forma muito mais fluída e diminuindo barreiras de entrada. Após a adoção com sucesso do Open Finance aqui no Brasil, temos visto iniciativas chamadas Open Everything, na qual empresas combinam entre si uma interoperabilidade e regras para transmissão de informações – tudo, claro, com anuência do detentor dos dados. Este tipo de iniciativa está tendo bons reflexos na educação. Existem várias plataformas globais e locais que prometem e agilizam essa comunicação.
É vital que essas inovações sejam guiadas por uma compreensão profunda das necessidades locais e da cultura brasileira. A colaboração entre governos, setor privado e comunidades é essencial para criar um ecossistema educacional que seja tanto inovador quanto acessível.
O Brasil está numa encruzilhada educacional. As inovações propostas aqui, embasadas em uma combinação de insights globais e realidades locais, representam mais do que apenas uma mudança; elas são um salto rumo a um futuro educacional mais brilhante e inclusivo.
*Especialista em inovação, investidor e mentor de startups e CEO da New Rizon