Pesquisa feita pela Educa Insights revela que os cursos presenciais avançaram 28% em comparação ao mesmo período de 2023
Os cursos de graduação tiveram crescimento de 23,6% em matrículas no segundo semestre de 2024 do que no mesmo período do ano passado. Essa é uma das conclusões do levantamento realizado pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), em parceria com a Educa Insights. O número representa um avanço de 28% nos cursos presenciais e 11% nos cursos a distância e semipresenciais, mesmo percentual do primeiro semestre.

Para o diretor presidente da ABMES, Celso Niskier, o aumento no número de matrículas, especialmente nas graduações presenciais, indica uma melhora na condição econômica e valorização da educação superior.
“A melhora na condição de emprego e de renda das famílias possibilitaram que mais jovens e adultos pudessem começar e voltar a investir na formação superior. Além disso, programas do Governo Federal, como Fies Social e Pé de Meia, incentivam os estudantes a valorizarem a graduação como caminho para melhor empregabilidade e renda no futuro”, comentou.
Niskier também ressaltou que os dados representam um recorte da realidade de várias pequenas e médias instituições. “Os números expressam uma média de realidades bem distintas das instituições de ensino. O recorte está focado em 19 IES que investem em planejamento para captação de novos alunos e se preocupam em monitorar suas estratégias de maneira assertiva”, pontuou.
Confira alguns dos principais números do levantamento
A procura pela maioria dos cursos presenciais se concentra em 18 graduações, com destaque para Direito (11,7%), Psicologia (11,4%) e Análise e Desenvolvimento de Sistemas (7,5%). Quatro das 10 graduações com maior número de matrículas são da área de saúde, que somam 16,8% novos alunos distribuídos entre Enfermagem, Fisioterapia, Biomedicina e Nutrição. Já na educação a distância (EAD), 80% da demanda se concentra em 23 cursos, sendo a graduação em Administração responsável por quase um quarto desse volume, seguido de Ciências Contábeis (11,2%), Pedagogia (9,5%) e Análise e Desenvolvimento de Sistemas (8,5%).
De acordo com a pesquisa, 72,5% dos estudantes optaram pelo vestibular online para ingressar na faculdade e apenas 14% optaram por usar a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Entre os que buscam outras formas de ingresso estão os alunos que querem a segunda graduação (9,5%), aqueles que pedem transferência de instituição de ensino (7%) e os que realizam prova de vestibular tradicional (3%).
De acordo com Daniel Infante, sócio-fundador da Educa Insight, os resultados demonstram que as instituições de ensino investiram em negociações com os estudantes para viabilizar as matrículas. “Aquelas IES que optaram por descontos, por bolsas, melhores condições de negociações, tiveram um crescimento maior, sempre respeitando as premissas da eficiência operacional”, analisou.
O levantamento levou em consideração matrículas no segundo semestre de 19 instituições particulares de ensino superior de pequeno e médio porte. Foi realizado junto a alunos nos estados de São Paulo, Paraná, Ceará, Minas Gerais e Paraíba que investem em planejamento estratégico e são atendidas pela Educa Insights.
*Com informações da Comunicação da ABMES