Skip to main content

Tradição e inovação andam juntas no Reino Unido, que inspira escolas brasileiras com currículos flexíveis e práticas transformadoras

Lara Crivelaro*

Entre os sistemas educacionais mais influentes do mundo, o britânico se destaca por uma combinação rara: a preservação de uma tradição centenária aliada à constante reinvenção diante das demandas contemporâneas. Em pleno século 21, a Inglaterra continua sendo um polo formador de pensamento educacional global, não apenas por sua história, mas principalmente por sua capacidade de inovação. Esse equilíbrio entre permanência e mudança oferece aprendizados valiosos para líderes educacionais de todas as partes do mundo — especialmente para gestores e coordenadores pedagógicos que buscam posicionar suas escolas frente aos desafios da formação integral de estudantes.

Ao olhar para o Reino Unido, não se trata de replicar modelos, mas de compreender como um sistema profundamente enraizado em valores clássicos — como o rigor acadêmico, o pensamento crítico e a valorização das humanidades — também lidera agendas contemporâneas, como a incorporação de tecnologia em sala de aula, o fortalecimento das soft skills, a personalização das trilhas de aprendizagem e a educação para a cidadania global.

A educação britânica é conhecida por seu foco no desenvolvimento intelectual sólido e na construção de competências analíticas. A estrutura curricular (com programas como GCSE e A-Levels) oferece clareza de objetivos e níveis de aprofundamento, permitindo que os estudantes escolham caminhos mais alinhados a seus interesses e talentos. Esse modelo também tem inspirado adaptações no Brasil, como as trilhas formativas no Novo Ensino Médio.

Além disso, a forte ênfase em leitura, argumentação e produção textual, presente desde os primeiros anos, cria um arcabouço formativo que sustenta o sucesso dos estudantes britânicos em avaliações internacionais, como o PISA. O reconhecimento global de universidades britânicas é apenas a ponta do iceberg de uma cultura educacional que valoriza o pensamento independente e a busca por excelência acadêmica.

Nos últimos anos, o Reino Unido tem sido também protagonista em políticas educacionais voltadas à inovação e à inclusão. A incorporação de tecnologias digitais no processo de ensino-aprendizagem não se dá apenas pelo uso de ferramentas, mas pela transformação metodológica que elas possibilitam: aprendizagem baseada em projetos, gamificação, avaliação formativa e plataformas adaptativas são amplamente utilizadas em escolas públicas e privadas.

Paralelamente, o país tem investido em programas de formação docente contínua, focados não apenas em conteúdos e didáticas, mas também no desenvolvimento socioemocional dos professores, na liderança educacional e no uso estratégico de dados para tomada de decisão. O investimento em cultura escolar, bem-estar e pertencimento também torna-se central nas políticas mais atuais.

Oportunidade concreta: aprender in loco com quem faz

Em janeiro de 2026, a Efígie convida um grupo de educadores brasileiros a vivenciarem essa realidade em uma Missão Educacional ao Reino Unido. A viagem inclui visitas técnicas a escolas britânicas de diferentes perfis, encontros com lideranças escolares, workshops sobre práticas inovadoras e debates sobre como traduzir esses aprendizados para o contexto brasileiro.

Será uma oportunidade para observar, questionar, dialogar e, acima de tudo, refletir sobre os rumos da educação básica no Brasil, especialmente no que diz respeito à formação de jovens preparados para atuar num mundo globalizado, complexo e em constante transformação. A experiência é pensada para gestores, coordenadores pedagógicos, mantenedores e professores que desejam renovar suas práticas com base em referências concretas e sustentáveis.

Por que participar

  • Entender como escolas britânicas conciliam tradição e inovação de forma estruturada.
  • Observar currículos flexíveis e práticas pedagógicas adaptadas ao século 21.
  • Dialogar com lideranças escolares e ampliar seu repertório como gestor.
  • Construir redes de relacionamento internacional com foco em parcerias.
  • Trazer repertório prático para inspirar projetos de internacionalização em sua escola.

Educar é uma prática de escuta, aprendizado e reinvenção constante. Conhecer o sistema educacional britânico in loco é mais do que uma viagem: é uma travessia profissional que conecta passado e futuro, razão e sensibilidade, local e global.

Interessados em participar da Missão de Educadores ao Reino Unido podem entrar em contato com a equipe da Efígie para mais informações sobre o roteiro, valores e formas de adesão. As vagas são limitadas.

***CEO da **Efígie Academy**, diretora-executiva do **Instituto Educbank de Educação e Cultura** e colunista de **Educação Global no educador21.

Compartilhe: