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Celso Niskier analisa como o parecer do Conselho Nacional de Educação propõe diretrizes para o uso ético, pedagógico e responsável da inteligência artificial nas instituições de ensino brasileiras

A inteligência artificial deixou de ser uma promessa e passou a fazer parte da realidade das escolas, universidades e do mercado de trabalho. Diante dessa transformação, o parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE), atualmente em consulta pública, representa um marco importante para orientar seu uso na educação brasileira.

Mais do que regulamentar tecnologias, o parecer propõe princípios para que a IA seja utilizada de forma ética, crítica e pedagógica, sempre colocando o desenvolvimento humano no centro do processo educativo.

O documento parte de uma premissa simples: a IA não substitui o professor. Ao contrário, amplia sua capacidade de personalizar o ensino, acompanhar a aprendizagem e dedicar mais tempo às atividades que realmente fazem diferença, como orientar, inspirar e formar cidadãos.

Também reconhece que os estudantes precisarão desenvolver novas competências. Em um mundo em que a informação está disponível instantaneamente, habilidades como pensamento crítico, criatividade, colaboração, ética e aprendizagem contínua tornam-se ainda mais relevantes.

Outro aspecto importante é o respeito à autonomia das instituições de ensino. O parecer estabelece diretrizes nacionais, mas preserva a liberdade para que cada escola e universidade implemente soluções compatíveis com seu projeto pedagógico e sua realidade.

O desafio não é apenas incorporar uma nova tecnologia, mas preparar pessoas para viver e trabalhar em uma sociedade cada vez mais apoiada pela inteligência artificial.

Se aprovado, o parecer colocará o Brasil entre os países que buscam enfrentar essa transformação com responsabilidade, equilíbrio e visão de futuro. Afinal, quanto mais inteligente for a tecnologia, mais humana deverá ser a educação.

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