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Para o CEO e Fundador da Provi, Fernando Franco, a otimização do mercado educacional é reflexo da expansão tecnológica do setor

Fernando Franco*

Não é de hoje que a tecnologia está cada vez mais inserida no ambiente educacional. Prova disso é uma pesquisa da Fundação Lemann que mostrou que 81% dos educadores reconhecem a tecnologia como grande aliada na promoção de um aprendizado mais ativo. E, mesmo antes da pandemia provocada pelo Covid-19, escolas e instituições de ensino já utilizavam diversos recursos tecnológicos em seus cotidianos.

Com o isolamento social, a busca por novas soluções e ferramentas se intensificou ainda mais e, com isso, a forma de ensinar também sofreu alterações. Nesse momento, os educadores também estão focados em recursos que facilitem a aprendizagem de maneira remota e a educação continuada. Se pensarmos especificamente no Brasil, são inúmeros os desafios enfrentados por todos envolvidos na educação.

De acordo com um estudo do Instituto Locomotiva e o Descomplica, entre os obstáculos enfrentados durante a pandemia, 80% estão ligados à falta ou dificuldade de acesso a infraestrutura. Diante desse cenário, fica evidente que promover o acesso inclusivo para o maior número de pessoas — sobretudo, no que diz respeito à ferramentas tecnológicas — é tarefa árdua.

Investir cada vez mais na expansão tecnológica entre as instituições de ensino é essencial. O formato híbrido para estudos já está bem estabelecido. Contudo, é preciso estar em constante atualização para promover as melhorias necessárias. Disponibilizar plataformas eficientes de acesso aos conteúdos, nesse contexto, também é imprescindível.

No ambiente presencial, os avanços tecnológicos permitem que os recursos e informações tornem o aprendizado mais dinâmico e eficaz. Levando em consideração que grande parte da população têm acesso à tecnologia, mesmo que de maneira incipiente, desde cedo, inserir ferramentas digitais no dia a dia acaba tornando essa “mudança” mais natural.

Além disso, é importante destacar que foi por meio da tecnologia que muitos voltaram a estudar, através do ensino à distância. Seja para se atualizar ou mudar de carreira, o crescimento na busca por crédito educacional, mesmo nesse período pandêmico, também teve um aumento significativo no período. Entre os fatores que corroboraram para isso, o principal foi a falta de mão de obra qualificada para algumas áreas, como a de tecnologia, tornando o ingresso à essa área extremamente atrativo.

Em paralelo, o constante avanço das edtechs, empresas especializadas no desenvolvimento de soluções tecnológicas para a educação, impulsionam ainda mais esse “movimento”, tornando irreversível essa nova forma de ensinar e aprender. Segundo o relatório Distrito Dataminer, no Brasil atualmente, contamos com mais de 550 edtechs no país, divididas principalmente em sete categorias: ensinos específicos (22,4%), novas formas de ensino (22,2%), plataformas para a educação (20%), ferramentas para instituições (17,5%), foco no estudante (11,1%), conteúdo educativo (4,1%) e financiamento do ensino (2,7%).

Além disso, é esperado que mais de US$87 bilhões sejam investidos neste mercado nos próximos 10 anos, de acordo com dados da HolonIQ, consultoria especializada no mercado educacional. Portanto, mais do que nunca, é importante se acostumar com a ideia de que a tecnologia no setor educacional veio para ficar e será, cada vez mais, uma grande aliada para instituições, professores e alunos.

*CEO e Fundador da Provi

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