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Evento nacional reconhece projetos de educação climática e abre espaço para iniciativas de impacto em todo o país

O debate sobre mudanças climáticas ganhou força na educação brasileira, e 2025 marca um momento simbólico para esse movimento. Em sua quinta edição, o Congresso e Premiação Escolas pelo Clima reúne iniciativas de todas as regiões do país e celebra o protagonismo de estudantes, professores e gestores comprometidos com a pauta socioambiental. As ações inscritas vão da Educação Infantil ao Ensino Superior, demonstrando como o tema se expandiu e se consolidou no cotidiano escolar.

O evento, considerado o maior do país dedicado à educação climática no chão da escola, reconhece práticas tecnológicas, sociais e ambientais com potencial de replicação em diferentes contextos. Realizado pelo movimento Escolas pelo Clima, criado pela Reconectta, o congresso evidencia que sustentabilidade e clima já fazem parte das competências formativas de milhares de estudantes.

A edição deste ano também acompanha o contexto da COP30 no Brasil, ampliando a visibilidade da pauta e reforçando a urgência de políticas educacionais voltadas à crise climática. “Ao registrarmos mais de 600 ações climáticas de diferentes instituições, comprovamos que a discussão sobre clima já uniu teoria e prática no cotidiano das escolas”, afirmou Livia Ribeiro, diretora do Escolas pelo Clima.

Como prévia do congresso, o Escolas pelo Clima lançou durante a COP30 um vídeo-manifesto e um mapa de ações climáticas que reúne práticas desenvolvidas em cerca de 1.500 instituições de ensino, destacando histórias que mostram como a agenda climática se fortalece quando nasce no ambiente escolar.

O educador21 participa ativamente dessa jornada: Débora Thomé, editora-chefe do portal, integra o júri da premiação, reforçando o compromisso editorial com temas de sustentabilidade, inovação e formação cidadã. Para acompanhar o Congresso, no dia 4 de dezembro, e conhecer também o resultado da premiação, basta efetuar inscrição, gratuita, por este link.

A força da educação climática no cotidiano das escolas

Os indicadores recentes mostram como a educação climática pode transformar percepções, ampliar repertórios e reduzir sentimentos de insegurança da população. Embora o tema seja emergente globalmente, apenas 12% dos brasileiros se consideram preparados para falar sobre crise climática, segundo o Allianz Climate Literacy Survey. Ao mesmo tempo, o país aparece entre os mais afetados pela ansiedade climática, com 86,1% dos entrevistados relatando preocupação com eventos extremos.

O movimento Escolas pelo Clima tem observado que iniciativas educativas são capazes de reverter esse cenário, especialmente quando começam nos primeiros anos da escolarização. A “Pesquisa Nacional sobre Mudanças Climáticas: percepções das crianças e das juventudes” revelou que jovens de 7 a 14 anos estão entre os mais otimistas e confiantes no combate às mudanças climáticas.

Esse movimento se explica pela forma como escolas têm trabalhado a temática: projetos práticos, investigação científica e conexão com desafios reais das comunidades. “Foi uma surpresa positiva ver que as crianças se sentem capazes de agir no enfrentamento da emergência climática. Isso reforça a importância de uma educação ambiental mobilizadora e inspiradora”, afirmou Edson Grandisoli, diretor educacional do movimento.

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