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Especialista da Rede Pitágoras apresenta práticas que estimulam consciência ambiental desde a Educação Infantil até os anos finais do Fundamental

Durante o mês de julho, o educador21 mergulhou em uma série especial no formato de web stories dedicada ao tema ESG nas escolas, explorando caminhos possíveis para fortalecer a cultura de sustentabilidade no cotidiano educacional. Parte desse esforço envolve compreender como o desenvolvimento sustentável pode ser inserido nas práticas pedagógicas desde os primeiros anos de vida escolar — não apenas como conteúdo, mas como vivência.

Camila Coutinho, especialista da Rede Pitágoras, defende que o papel da escola vai além de transmitir conhecimento: ela deve formar cidadãos conscientes, capazes de entender e agir frente aos desafios ambientais, sociais e econômicos do século 21. Para isso, o conceito de sustentabilidade precisa ser abordado de forma transversal, conectado às vivências dos estudantes.

“Temas como mudanças climáticas, consumo consciente, economia circular, proteção da biodiversidade e justiça social são cada vez mais urgentes e complexos. A escola é o lugar ideal para formar essa consciência desde cedo, sempre com uma linguagem adequada à faixa etária”, afirmou a especialista.

Mais do que aplicar projetos pontuais, a proposta é integrar o desenvolvimento sustentável ao currículo, à cultura escolar e à comunidade — preparando os estudantes para atuarem como protagonistas em um mundo em transformação.

Educação ambiental começa com vivência e repertório

Para Camila, a melhor forma de abordar o tema em sala de aula é vinculá-lo a experiências reais e práticas. Na Educação Infantil, por exemplo, ações simples como hortas, reaproveitamento de materiais, atividades ao ar livre e o cuidado com a água já introduzem valores essenciais. “Quando a criança percebe que seu comportamento tem impacto direto no ambiente à sua volta, a aprendizagem se torna significativa”, explicou.

Nos anos iniciais do Ensino Fundamental, o ideal é ampliar o repertório com discussões sobre temas locais — como descarte de lixo, preservação de rios e parques ou mobilidade urbana — sempre incentivando a pesquisa e o pensamento crítico. O uso de recursos audiovisuais, jogos e projetos interdisciplinares também contribui para o engajamento.

Já nos anos finais, é possível aprofundar o debate com análises de impacto socioambiental, estudos de caso, visitas técnicas e a aplicação de metodologias ativas. A ideia é conectar o conteúdo das disciplinas à realidade dos estudantes, incentivando ações transformadoras dentro e fora da escola.

ESG na escola exige cultura de sustentabilidade

Mais do que aplicar atividades pontuais, Camila defende a criação de uma cultura institucional de sustentabilidade, que envolva todos os atores da comunidade escolar. Isso inclui repensar o consumo de energia, papel e recursos, promover campanhas internas, e dar espaço para que os próprios estudantes proponham soluções.

“Quando a escola assume uma postura coerente com os valores que ensina, ela se torna um ambiente de aprendizagem ainda mais potente. O desenvolvimento sustentável deve estar presente na gestão, no currículo, nas relações e nas decisões do dia a dia”, disse a especialista.

Nesse sentido, envolver as famílias e a comunidade é essencial para ampliar o alcance das ações e gerar impacto contínuo. Campanhas de conscientização, mutirões e eventos temáticos podem transformar a escola em um polo de mobilização social.

Inserir o desenvolvimento sustentável na rotina escolar não é apenas uma tendência, mas uma resposta concreta aos desafios contemporâneos da educação. A formação de cidadãos capazes de pensar de forma sistêmica, agir com responsabilidade ambiental e promover a equidade social está diretamente relacionada às competências da BNCC e aos compromissos globais da Agenda 2030.

Ao adotar práticas pedagógicas que integram sustentabilidade, a escola fortalece seu papel como agente de transformação. “A sustentabilidade não deve ser vista como um conteúdo a ser cumprido, mas como uma lente através da qual olhamos o mundo e fazemos escolhas mais conscientes”, reforçou Camila Coutinho.

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