Inteligência artificial e novas tecnologias moldam ensino e trabalho. Setor deve atingir US$ 705,7 bi até 2034, aponta Invest Tech
Nos últimos anos, o avanço acelerado da inteligência artificial e de outras tecnologias digitais vem redefinindo não apenas o mundo do trabalho, mas também os modelos educacionais que há décadas pareciam consolidados. Para Wagner Araújo, diretor de Private Equity da Invest Tech, essa transformação representa um efeito dominó que está só no início — e as edtechs são o elo fundamental entre inovação tecnológica e novos formatos de ensino.
“O trabalho está mudando e, inevitavelmente, a educação precisa acompanhar. As edtechs têm papel crucial ao integrar ferramentas digitais, conteúdos atualizados e plataformas avançadas de conexão”, explicou Araújo.
Segundo projeções da Market Research Future (MRFR), o mercado global de edtechs deve alcançar US$ 192,9 bilhões em 2025 e chegar a US$ 705,7 bilhões em 2034, com crescimento médio anual de 15,5%. Essa expansão é impulsionada sobretudo pela busca por soluções de aprendizagem flexíveis, que extrapolam o ambiente escolar e englobam também o treinamento corporativo e o lifelong learning.
Transformações do trabalho impulsionam a demanda por edtechs
**Dados do **Future of Jobs Report 2025, do Fórum Econômico Mundial, mostram que 60% dos empregadores acreditam que o acesso digital aprimorado terá grande impacto nos negócios. As habilidades exigidas incluem pensamento analítico, resiliência, flexibilidade e liderança. Até 2030, estima-se que 22% dos empregos atuais sejam transformados, com um saldo líquido positivo de 78 milhões de novas vagas, mas também exigindo a requalificação de 59% da força de trabalho mundial.
“Há uma lacuna crescente entre as competências existentes e as emergentes. A qualificação tecnológica se torna indispensável para a competitividade e para acompanhar o surgimento de funções até então inexistentes”, disse Araújo.
O estudo revela ainda que 85% das empresas pretendem investir em capacitação, ampliando a procura por experiências educacionais personalizadas, plataformas adaptativas e análises em tempo real — oportunidades claras para o setor edtech.
Entre as inovações que ganham espaço, Araújo destaca tutores virtuais com inteligência artificial, blockchain para certificações seguras e o uso crescente de Realidade Virtual e Aumentada em ambientes interativos de aprendizagem. Para o empresário, “no Brasil de 2025, as edtechs são pilares estratégicos para preparar cidadãos e organizações para um cenário global mais competitivo, acelerando o acesso à educação de qualidade e alinhando o mercado de trabalho às novas exigências tecnológicas”.










