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Escolas que integram práticas ESG formam cidadãos mais conscientes e preparam-se para os desafios de um futuro cada vez mais exigente

Nos últimos anos, o termo ESG (sigla em inglês para Ambiental, Social e Governança) deixou de ser restrito ao mundo corporativo para se tornar um eixo estratégico em diversas áreas — e a educação não ficou de fora. À medida que escolas e redes de ensino se deparam com a urgência de formar cidadãos comprometidos com o planeta, com a coletividade e com o bem público, adotar uma visão ESG se torna não apenas desejável, mas essencial.

Na prática, ESG na educação significa implementar políticas e ações voltadas à preservação ambiental, à promoção de inclusão e diversidade, ao respeito aos direitos humanos e à boa gestão institucional. Essa abordagem abrange desde iniciativas simples, como a redução do consumo de energia, até estratégias mais complexas, como a construção de relatórios de impacto e a participação da comunidade escolar nos processos de tomada de decisão.

As vantagens são múltiplas: além de favorecer o desenvolvimento de competências socioemocionais e de cidadania nos estudantes, escolas que se alinham ao ESG fortalecem sua reputação, estabelecem parcerias estratégicas com empresas comprometidas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e se tornam mais atrativas para famílias que buscam uma educação com propósito. O movimento ESG contribui, ainda, para fortalecer o vínculo entre escola e território, abrindo espaço para projetos sociais e ambientais de alto impacto.

Com a crescente demanda por ações consistentes, o ESG na educação surge como um caminho natural — e necessário — para que as escolas se alinhem às transformações que já mobilizam comunidades, governos e empresas. Não se trata de um modismo, mas de uma nova cultura de gestão educacional, que exige preparo, intencionalidade e visão de longo prazo.

Web Stories Especial vai mostrar como aplicar ESG nas escolas

Em julho, o educador21 lança uma nova série de Web Stories voltada às iniciativas de ESG na educação. Publicada aos sábados, a série trará uma abordagem acessível, prática e inspiradora sobre como escolas, redes e educadores podem adotar os princípios ESG no cotidiano escolar, ampliando o impacto positivo de suas ações para além da sala de aula.

Serão quatro episódios, disponíveis na página de Web Stories do nosso portal e nos stories do perfil oficial do educador21 no Instagram, além dos Shorts do YouTube e no TikTok, trazendo informações sobre o tema e depoimentos em vídeo de especialistas e educadores que já atuam com essa agenda:

  • Escola verde
  • Diagnótico de ESG
  • Como engajar ESG na escola?
  • Impactos do ESG

Os conteúdos da série foram organizados para atender a diferentes estágios de maturidade: escolas que estão apenas descobrindo o conceito de ESG poderão entender por onde começar; instituições mais avançadas encontrarão ideias para evoluir seus indicadores e ampliar seu compromisso com a comunidade. O objetivo é mostrar que é possível transformar boas intenções em resultados concretos, mesmo com recursos limitados.

Especial traz depoimentos e cases de escolas que implementaram ESG

A proposta da série é apresentar desde os conceitos e benefícios até ferramentas e estratégias para implementação do ESG nas escolas, sempre com foco na realidade brasileira — tanto pública quanto privada — e exemplos que inspiram. A presença de escolas que já vivenciam essa jornada torna a discussão ainda mais potente, conectando teoria e prática.

É o caso do Colégio Stocco, em Santo André (SP), que alia mais de 60 anos de história a um projeto pedagógico contemporâneo, ancorado em pilares como lifelong learning, cidadania global e internacionalização. A instituição, certificada como Cambridge International School, inclui sustentabilidade e engajamento social como eixos estruturantes da formação dos estudantes.

O Colégio Vital Brazil, fundado em 2011 na zona oeste da capital paulista, também é referência em projetos de impacto e formação integral. Com infraestrutura diferenciada, oferece ensino bilíngue e currículo enriquecido por atividades como xadrez, natação e robótica, além de incentivar uma cultura de responsabilidade coletiva, inovação e respeito à diversidade.

Já o Colégio Miguel de Cervantes, no Morumbi, apresenta uma proposta bicultural que une currículos brasileiro e espanhol, além do IB (International Baccalaureate). Com forte atuação em sustentabilidade e cidadania, promove programas de voluntariado, atividades extracurriculares voltadas à consciência ambiental e parcerias que ampliam o repertório dos alunos para além da sala de aula.

Outro exemplo é o Colégio Albert Sabin, que integra formação acadêmica, esportiva e ética em uma proposta pedagógica robusta. Além dos resultados expressivos em olimpíadas e vestibulares, a escola cultiva uma cultura de engajamento social e formação cidadã por meio de projetos interdisciplinares, certificações internacionais e uma intensa vivência multicultural.

Essas experiências mostram que, com intencionalidade e alinhamento ao projeto pedagógico, é possível colocar o ESG em prática mesmo com diferentes recursos e realidades. Mais do que um conceito, trata-se de um compromisso ético com a formação de estudantes preparados para transformar o mundo.

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