Especialistas defendem que a adoção de práticas sustentáveis deve começar na educação básica, fortalecida por soluções digitais
A pauta ESG (ambiental, social e de governança), antes restrita ao universo corporativo, começa a ganhar novo contorno ao se aproximar do setor educacional. Para especialistas, a construção de uma cultura sustentável precisa ser iniciada nas escolas, preparando alunos para compreender e praticar responsabilidade ambiental, social e de governança desde cedo.
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Essa visão abre espaço para que gestores escolares reflitam sobre como integrar valores ligados à sustentabilidade em seus projetos pedagógicos. “O papel da educação é absolutamente transversal e estruturante para qualquer estratégia ESG que se queira consolidar a longo prazo. Se esse tema não for vivido e debatido dentro das escolas, dificilmente será assimilado de maneira consistente na vida adulta”, afirmou Jorge Sánchez, diretor da Odilo para a América Latina.
A conexão entre ESG e educação vai além do discurso. Assim como no ambiente empresarial, a escola também é um espaço de tomada de decisões coletivas, impacto social e uso de recursos. Nesse contexto, as práticas de gestão educacional passam a ter um papel estratégico não apenas para a formação dos estudantes, mas também para a consolidação de mudanças culturais duradouras.
Com o avanço das soluções digitais, o debate ganha ainda mais potencial. Plataformas de aprendizagem já permitem conectar escolas a conteúdos de sustentabilidade, inovação e diversidade, criando condições para que professores e estudantes vivenciem o ESG na prática e não apenas como conceito abstrato.
ESG como componente formativo da escola
Trazer a sustentabilidade para dentro da escola exige mais do que inserir o tema em projetos pontuais ou em disciplinas isoladas. A tendência, segundo especialistas, é que o ESG se torne parte da cultura institucional, permeando currículos, práticas pedagógicas e até mesmo a gestão administrativa. Para os gestores, isso representa um desafio, mas também uma oportunidade de alinhar a missão escolar às transformações sociais em curso.
Nesse movimento, a tecnologia aparece como aliada. Plataformas de aprendizagem adaptativa, como a desenvolvida pela Odilo, permitem que cada instituição organize trilhas personalizadas, articulando temas de meio ambiente, diversidade, cidadania e governança. O objetivo é oferecer um ecossistema de aprendizagem contínua, que dialogue com as necessidades dos estudantes e com os desafios do mundo contemporâneo.
“A sustentabilidade só será de fato incorporada pelas novas gerações se estiver presente na sua formação. Nossa proposta é que o digital amplifique o acesso a esses conteúdos e permita que cada escola encontre seu próprio caminho para implementar o ESG”, complementou Sánchez.
Ao pensar a escola como espaço de cidadania, a incorporação da agenda ESG passa a ser vista como uma extensão natural do compromisso educacional. Não se trata apenas de preparar os estudantes para avaliações externas ou para a vida acadêmica, mas de inseri-los em um contexto mais amplo, no qual o impacto social, a responsabilidade ambiental e a boa governança são dimensões inseparáveis.
Essa perspectiva ressignifica o papel dos gestores escolares. Liderar instituições que valorizam a sustentabilidade significa assumir o compromisso de formar cidadãos críticos, conscientes e preparados para atuar em sociedades cada vez mais complexas. Com o suporte das tecnologias digitais, torna-se possível transformar o ESG em prática cotidiana, acessível e inspiradora para professores e alunos.










