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Fórum EdTech trouxe exemplos de educação tecnológica e como as novas tecnologias podem aprimorar o ensino

Gigantes da tecnologia continuam investindo pesado em inteligência artificial para extrair o máximo poder dos dados disponíveis, e startups de diversos segmentos que utilizam IA no seu core business e se destacam por isso. Desde 2023, a popularidade de aplicativos de inteligência artificial generativa (como o ChatGPT) provocou uma corrida entre as empresas para implementar os mais recentes avanços em IA.

Pois essa corrida pela IA continua, e chegou com força junto às edtechs. Cristiano Kruel, Chief Innovation Officer (CIO) no StartSe, um dos mais conceituados veículos informativos sobre startups aqui no Brasil, já bateu o martelo: 2025 promete ser “o ano” da inteligência artificial. Atualmente, 78% das startups do país já utilizam IA para automatizar processos e fornecer insights. E as edtechs são as que mais utilizam as ferramentas de inteligência artificial (9%).

O jornalista, escritor e consultor da Unesco na França e Uruguai Alexandre Le Voci Sayad, chamou a atenção para os benefícios e os perigos da IA generativa na palestra “Como a IA impacta a formação e o desenvolvimento do pensamento crítico”. De acordo com o especialista, a IA é moda e, seguindo essa linha, desloca nosso foco dos reais impactos éticos da IA: ela altera o pensamento crítico.

“Tem que lembrar que nenhuma tecnologia é neutra, traz sempre embedados uma série de vieses. É sempre necessário analisar criticamente e só depois opinar”, alertou Sayad, ressaltando que ainda não temos uma governança completa em IA, que é uma nova fronteira dentro da cultura digital.

A IA é o futuro da educação, e isso é inegável

João Talles Dantas Batista, diretor de TI e head de GenAI na Ânima Educação, trouxe para o evento um retrato futurístico tecnológico da Educação. Na palestra “Como nos preparar para novas transformações digitais?”, o especialista mostrou possíveis casos de uso de IA no setor educacional, a partir de recortes preditivos sobre as possibilidades de utilização dessa tecnologias nos mais diversos setores da sociedade.

“A IA está se tornando uma tecnologia ubíqua, assim como a eletricidade e a internet. Com a popularização e a democratização de sua utilização, é certo que haja uma maior facilidade de implementação da personalização e da adaptabilidade no ensino”, previu o diretor.

E o centro de execução desse processo, segundo Bruno Brusco, diretor de Produto e Tecnologia Educacional na SOMOS Educação, é o professor. O especialista destacou, na palestra “A formação dos professores para fluência digital”, que o professor que quebra a barreira do medo do uso da tecnologia podem dar um salto de qualidade no processo de ensino-aprendizagem.

“A tecnologia, em especial a IA, é uma ferramenta valiosa para o professor. Hoje, não podemos mais falar em letramento digital para educadores; deve haver uma fluência digital para que professores e gestores atuem como curadores do uso das tecnologias na Educação. Para isso, é preciso uma formação continuada e tecnologia atrelada à prática pedagógica”, afirmou o diretor.

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