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Formação específica ajuda educadores a integrar IA nas aulas, com foco em ética, curadoria, pensamento crítico e protagonismo do aluno

A inteligência artificial (IA) já faz parte da vida de milhões de estudantes no mundo, mas nem todas as instituições de ensino estão preparadas para acompanhar essa transformação. Dados da Digital Education Council mostram que 86% dos alunos utilizam IA nos estudos, embora 58% ainda não se sintam prontos para o mercado de trabalho.

Esse movimento não é exclusivo do exterior. No Brasil, uma pesquisa da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) revela que 71% dos estudantes já incorporaram ferramentas de IA em sua rotina acadêmica. Apesar disso, o uso consciente e pedagógico da tecnologia ainda é um desafio para professores e gestores.

O avanço da IA generativa gerou, por um lado, ganhos de produtividade e personalização, e, por outro, muitas dúvidas no ambiente educacional. Entre os questionamentos mais comuns estão o receio de que a IA substitua o professor e a preocupação com o impacto no desenvolvimento da autonomia dos estudantes.

“A IA não substitui o docente, ela permite que ele tenha mais tempo para aquilo que realmente importa: a interação humana com os alunos”, afirmou Juliana de Freitas, gerente de Pós-graduação Assistencial e docente do Ensino Einstein. A especialista ainda destacou que até 50% do tempo do professor pode ser otimizado com o uso da tecnologia em tarefas operacionais, como análise de dados e planejamento de aulas.

Curso prepara educadores para aplicar IA na prática

Diante desse cenário, o Ensino Einstein lança a terceira edição do curso Inteligência Artificial aplicada à Educação: Módulo básico, voltado a educadores e gestores. O objetivo é desmistificar o uso da IA, apresentar suas potencialidades e preparar os docentes para integrar a tecnologia ao processo de ensino-aprendizagem.

“A IA veio para ampliar o acesso à informação, personalizar a jornada de aprendizagem e fortalecer o papel do professor como facilitador do conhecimento”, explicou Dannielle Fernandes Godoi, uma das coordenadoras do curso e líder do Núcleo de Inteligência Artificial do Ensino Einstein. Segundo ela, muito da resistência dos educadores vem do desconhecimento, e a proposta é justamente quebrar essa barreira.

Além de aulas teóricas, os participantes desenvolvem projetos práticos, testam ferramentas de IA e recebem curadoria de materiais, artigos, podcasts e aplicativos voltados à Educação. Outro diferencial é o workshop de oito horas, no qual os educadores constroem projetos de ensino mediados por IA.

“A missão do professor, nesse contexto, é ensinar o estudante a usar a IA de forma ética, responsável e crítica. Isso inclui orientar sobre como formular perguntas, interpretar dados, verificar fontes e transformar informação em conhecimento relevante”, reforçou Fernanda Giglio Petreche, também coordenadora do curso.

Com início em outubro, o curso oferece quatro módulos, com encontros online e transmissão ao vivo. As inscrições estão abertas até 16 de setembro. Paralelamente, o Ensino Einstein mantém a Academia Digital Einstein, uma plataforma com conteúdos gratuitos sobre IA, que já reúne mais de 500 mil inscritos.

Disponíveis em formatos como videocasts, videoaulas e infográficos, esses materiais ajudam a democratizar o acesso ao conhecimento sobre Inteligência Artificial, contribuindo para que mais educadores estejam preparados para enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades desse novo cenário.

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