Skip to main content

Postura inspiracional, medidas de ESG e cultura organizacional saudável foram temas abordados durante o Fórum de Liderança Educacional

A liderança educacional desempenha um papel fundamental na redefinição das instituições de ensino para atender às exigências do século 21, preparando os estudantes para um futuro do trabalho cada vez mais dinâmico e tecnológico. Diretores, coordenadores e gestores educacionais precisam adotar uma visão inovadora, promovendo currículos flexíveis, investindo em metodologias ativas e integrando tecnologias como inteligência artificial e ensino híbrido.

Mas, mais do que administrar, a liderança educacional envolve a criação de um ambiente inovador, colaborativo e inclusivo que potencialize tanto o desenvolvimento dos estudantes quanto o dos professores. “Esse papel exige visão estratégica, capacidade de adaptação às novas demandas da sociedade e do mercado de trabalho, além do compromisso com a equidade, a inovação pedagógica e a formação de cidadãos críticos e preparados para os desafios do século 21”, afirmou a vice-presidente da International School.

Virgínia trouxe para os líderes presentes ao GEduc 2025, o conceito da liderança inspiracional. A líder da International School mencionou reiteradamente a palavra equilíbrio em sua palestra. Propositalmente. A eduadora explicou que essa é a busca constante do líder inspirador, que deve fomentar o desenvolvimento de competências socioemocionais, criatividade e pensamento crítico, garantindo o resgate de um ambiente saudável no âmbito da atuação educacional.

Adoção de práticas ESG para um aprendizado mais sustentável

Também a adoção de práticas ESG (ambientais, sociais e de governança) nas instituições de ensino se torna essencial essencial para alinhar a educação às demandas do século 21, promovendo um aprendizado mais sustentável, inclusivo e ético. O tema foi abordado na palestra “ESG na prática da gestão educacional: estratégias para alavancar sustentabilidade e excelência acadêmica”. O pró-reitor Administrativo do Unilasalle/Lucas, Paulo Renato Foletto, trouxe para o GEduc 2025, o case da instituição.

“O ESG não pode ficar no discurso, precisa ser transformador. Uma transformação começa em todos os ambientes: trabalhamos forte uma sondagem interna e o resultado é que a ESG trariam mais trabalho. Trabalhamos essa questão interna na reitoria e em seguida trouxemos uma consultoria que iniciou uma formação dos colaboradores”, pontuou o pró-reitor, ressaltando que essa formação foi fundamental para a nova cultura institucional.

Isso porque, além de preparar os estudantes para um mercado que valoriza a responsabilidade socioambiental, escolas e universidades que incorporam ESG fortalecem sua governança, criam ambientes mais equitativos e incentivam uma cultura de inovação consciente. Dessa forma, a educação não apenas forma profissionais capacitados, mas também cidadãos comprometidos com o futuro do planeta e da sociedade.

Como afastar as ameaças invisíveis da liderança educacional tóxica

Para que a educação cumpra seu papel de formar cidadãos críticos e preparados para desafios futuros, é fundamental que a liderança educacional cultive uma cultura organizacional saudável baseada na colaboração, no incentivo à criatividade e no compromisso com uma aprendizagem humanizada e acessível. Enquanto gestores inovadores impulsionam currículos flexíveis, metodologias ativas e a integração de novas tecnologias para preparar os estudantes para o futuro do trabalho, a presença de uma liderança tóxica pode comprometer esse avanço.

Essa questão foi trazida à tona por Eberson Terra, executivo na área da Educação e um dos Top Voices do LinkedIn mais lidos no Brasil. Na palestra “Protegendo sua instituição de lideranças tóxicas”, Eberson mostrou como ambientes educacionais marcados por autoritarismo, falta de diálogo e resistência à inovação criam barreiras para a adaptação às novas demandas do mercado e para o desenvolvimento de competências socioemocionais nos estudantes.

“Lideranças tóxicas existem em todas as instituições. E é a falta de segurança psicológica que faz com que os profissionais não confiem em seus líderes”, disse o palestrante, ao mencionar os gatilhos mais comuns para o líder tóxico – pressão, medo, ansiedade e despreparo –, e explicar que o líder inseguro tem um ritual, que ele chama de “ciclo de obediência”, que acaba com a criatividade e iniciativa de qualquer time:

  1. testam obediência;
  2. confiam que não serão traídos;
  3. concedem autonomia.

Compartilhe: