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Neste artigo exclusivo, Júlio Ibrahim, da FTD Educação, mostra que as escolas terão de rever métodos, apoiar docentes e investir em soluções educacionais para garantir a efetividade do Novo Ensino Médio

Júlio Ibrahim*

A consolidação do Novo Ensino Médio, com implementação completa prevista para 2026, desafia escolas, educadores e gestores públicos a repensarem a estrutura curricular, os métodos de ensino e os instrumentos de avaliação. Trata-se de um movimento que exige mais do que ajustes pontuais, mas também requer uma transformação estrutural nas práticas pedagógicas, nos conteúdos utilizados em sala de aula e no modo como o aprendizado é concebido e monitorado.

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), ao estabelecer competências e habilidades como eixo central do processo educativo, convida a uma revisão dos conteúdos e à criação de metodologias que favoreçam a autonomia do estudante.

O modelo revisitado estabelece que os estudantes cumpram uma carga horária total de 3.000 horas, sendo 2.400 horas para a Formação Geral Básica, comum a todos, e 600 horas para os Itinerários Formativos. Esses itinerários são organizados por área do conhecimento, com aprofundamento em Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza ou Ciências Humanas, conforme a oferta da rede.

Além disso, é obrigatória a oferta, ao longo do ciclo, de componentes como Língua Portuguesa, Matemática, Inglês, Educação Física, Artes, Filosofia e Sociologia. O objetivo é garantir uma formação sólida e integrada, que assegure os direitos de aprendizagem e, ao mesmo tempo, respeite os interesses e projetos de vida dos estudantes.

Diante deste cenário, o papel dos gestores e da liderança pedagógica será decisivo na escolha de soluções educacionais, processos e projetos a serem implementados nas escolas ou redes.

Para que essa mudança se efetive, é fundamental que as propostas curriculares estejam ancoradas em metodologias ativas, sejam contextualizadas e integradas. A construção do conhecimento precisa partir de situações-problema, considerar os saberes prévios dos alunos e apresentar conteúdos significativos, capazes de dialogar com a realidade do estudante e com os desafios da contemporaneidade.

Uma boa prática é investir na retomada de conteúdos essenciais sempre que necessário, como estratégia de nivelamento e avanço, para garantir a aprendizagem geral. Essa abordagem permite que os estudantes revisitem tópicos anteriormente trabalhados, respeitando diferentes ritmos e assegurando uma base sólida para progressões futuras, o que é especialmente necessário em contextos de desigualdade de aprendizagem.

A personalização também ganha espaço, com ferramentas que orientam a gestão pedagógica a partir de critérios como componente curricular, carga horária e foco de aprendizagem. Essas soluções permitem maior alinhamento entre planejamento, execução e avaliação dos resultados, ao mesmo tempo em que contribuem para a autonomia das equipes escolares na tomada de decisões.

Outro aspecto fundamental é o apoio ao trabalho docente. Materiais orientadores digitais, com planejamento aula a aula, complementações teóricas e sugestões metodológicas, facilitam a mediação do professor e oferecem subsídios concretos para o enfrentamento das dificuldades do cotidiano escolar.

No campo da avaliação, a aplicação de simulados com estrutura semelhante à do Enem contribui para o preparo dos estudantes para exames externos, ao mesmo tempo em que permite o monitoramento contínuo do desempenho e da evolução das aprendizagens.

A estrutura dos conteúdos didáticos também tem passado por reformulações importantes. A organização em volumes multidisciplinares, integrando áreas do conhecimento, favorece o desenvolvimento de uma visão mais sistêmica e interconectada, essencial para o exercício do pensamento crítico e da resolução de problemas complexos.

Por fim, iniciativas voltadas à leitura e à produção textual, organizadas em trilhas diversificadas, têm fortalecido a competência comunicativa dos alunos. Combinando linguagens, mídias e suportes variados – como videoaulas, podcasts, textos literários e jornalísticos – essas propostas ampliam o repertório cultural e estimulam a autoria.

O sucesso do Novo Ensino Médio dependerá da capacidade coletiva de construir uma escola mais significativa, flexível e conectada ao mundo. Inovar, neste cenário, é garantir que cada estudante tenha acesso a uma formação integral e a oportunidades reais de desenvolvimento. Nesse contexto, soluções educacionais integradas, como o FTD Sistema de Ensino, têm se mostrado aliadas importantes das escolas, estudantes e famílias, ao reunir em uma única proposta metodologias ativas, materiais multidisciplinares, tecnologias educacionais e instrumentos de avaliação que dialogam diretamente com os desafios dessa nova etapa da educação básica.

*Diretor adjunto de Sistemas de Ensino e Didáticos da FTD Educação

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