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Terceira edição recebe projetos de professores e gestores da educação básica e prevê premiação de R$ 7 mil, bolsas e viagem internacional

Projetos desenvolvidos dentro das escolas têm mostrado que inovação educacional nem sempre começa com grandes estruturas ou mudanças de escala. Muitas vezes, ela surge da necessidade de responder a um desafio concreto da aprendizagem. É esse tipo de experiência que o Prêmio Educador FTD Educação pretende identificar em sua terceira edição, com inscrições abertas até 8 de outubro.

Podem participar professores e gestores da educação básica de escolas públicas e particulares de todo o país. Para concorrer, os profissionais precisam ter desenvolvido, nos anos letivos de 2025 ou 2026, projetos inovadores que utilizem alguma solução educacional da FTD Educação. A iniciativa reúne seis categorias, abrangendo STEAM, ESG, avaliação de desempenho educacional, língua inglesa, iônica e literatura.

A premiação prevê 12 projetos vencedores, sendo um da rede pública e um da rede particular em cada categoria. Cada iniciativa selecionada receberá um vale-presente de R$ 7 mil. Além disso, dois projetos, também divididos entre as redes pública e privada, serão escolhidos como Projetos Destaque do Ano e terão direito a uma viagem pedagógica internacional e a uma bolsa de pós-graduação on-line na PUCPR.

A premiação também coloca em evidência uma questão relevante para a gestão escolar: como reconhecer práticas que respondem a problemas reais e produzem resultados observáveis? Na edição anterior, o prêmio recebeu mais de 700 projetos, desenvolvidos entre 2024 e 2025, indicando a diversidade de experiências que já estão sendo construídas no cotidiano das escolas.

Para Cintia Lapa, diretora de Desenvolvimento de Produtos e Performance Educacional da FTD Educação, dar visibilidade a essas experiências também contribui para ampliar o repertório de outros profissionais. “Ao valorizar professores e gestores que inovam, enfrentam desafios e constroem experiências de aprendizagem significativas, a FTD Educação contribui para dar visibilidade a essas práticas”, afirmou.

Prêmio Educador FTD Educação destaca experiências da escola

Os projetos reconhecidos na edição anterior ajudam a dimensionar o tipo de prática que pode ganhar relevância em uma premiação desse perfil. Em Boa Vista (RR), a professora Luciene Moreira da Silva desenvolveu o projeto “Roraima Sensorial”, articulando educação ambiental, inclusão e cultura amazônica. A experiência surgiu a partir da necessidade de uma estudante com deficiência visual e envolveu 51 alunos dos anos finais do Ensino Fundamental.

A proposta utilizou diferentes recursos para ampliar as possibilidades de aprendizagem, como livros em braile com aromas, mapas táteis, totens com QR Codes e áudios. Fanzines e poesias inspirados em frutas e lendas da região também integraram o projeto. A experiência foi reconhecida na categoria STEAM e mostra como uma necessidade específica pode desencadear uma proposta pedagógica que beneficia diferentes estudantes.

Outro exemplo veio de Rio Branco do Sul (PR), onde a professora Thayná Faria desenvolveu o projeto “Expressar para Transformar”. A iniciativa trabalhou escrita, argumentação e pensamento crítico por meio de debates, análise de redações de alto desempenho e produção textual orientada. Em dois meses, a média dos estudantes nos simulados passou de 686 para 813 pontos, enquanto 93% dos participantes apresentaram evolução.

Os dois casos revelam caminhos distintos para enfrentar desafios educacionais. Enquanto um projeto parte da inclusão e da valorização do território, o outro concentra esforços no desenvolvimento de competências relacionadas à linguagem e ao desempenho acadêmico. Para gestores, experiências assim podem funcionar como referências para identificar práticas que merecem documentação, acompanhamento e compartilhamento dentro das próprias redes.

A embaixadora da terceira edição é Débora Garofalo, professora, autora, consultora e palestrante, que também participou da iniciativa na edição anterior. Para ela, reconhecer essas experiências permite aproximar inovação e realidade escolar. “São professores e gestores que encontram caminhos para responder aos desafios de suas comunidades, criar novas experiências de aprendizagem e colocar os estudantes como protagonistas”, afirmou.

A terceira edição mantém, portanto, o foco em experiências construídas por quem está diretamente envolvido com os processos de ensino e aprendizagem. Para professores e gestores interessados em participar, o prazo vai até 8 de outubro. As iniciativas inscritas serão avaliadas dentro das seis categorias previstas, com seleção de projetos das redes pública e particular.

A análise dessas experiências também interessa ao conjunto da educação básica porque permite observar como diferentes escolas transformam necessidades concretas em propostas pedagógicas. Nesse sentido, o Prêmio Educador FTD Educação coloca no centro do debate não apenas a inovação como conceito, mas as escolhas feitas pelos educadores para produzir aprendizagem em contextos específicos. 

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