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A diretora da Skies Learning by Red Balloon, Carol Stancati, ressalta os aspectos mais importantes da gestão escolar para o ensino de inglês

Carol Stancati*

É tempo de planejar a gestão do próximo ano nas escolas e, dentro desse contexto, há de se considerar o ensino de inglês. Mas, afinal, quais são as particularidades que devem ser levadas em conta?

No caso da gestão escolar da educação bilíngue, o primeiro aspecto a ser ressaltado trata da compreensão, por parte dos coordenadores e dos diretores, em relação à atenção da gestão pedagógica, o que compreende a estruturação de um plano de gestão e da garantia de execução do mesmo. Parece simples, mas o processo de elaboração do plano deve contemplar, necessariamente, a definição de metas para alunos, levando em conta as diferentes faixas etárias, por exemplo.

Outra questão importante está relacionada à necessidade de se implementar uma gestão baseada na inovação tecnológica, que ganhou complexidade pelo momento no qual vivemos: aumento na quantidade de ferramentas tecnológicas disponíveis e as possíveis dificuldades encontradas na utilização do arsenal disponível. E, é claro, a não menos desafiadora administração das finanças, válida para qualquer instituição, em especial de educação.

Também é importante lembrar que o sucesso de qualquer projeto implementado na escola depende muito do engajamento de toda a comunidade escolar, da contextualização do processo de aprendizagem e do quanto esse projeto faz sentido para os sujeitos e para os atores da escola e de toda a comunidade.

Pensando no ensino de inglês, uma dimensão bem importante para a escola são as parcerias. E falamos aqui de parcerias multidimensionais, tanto para engajar alunos, professores, coordenadores, diretores e familiares, quanto para fortalecer o processo de ensino e aprendizagem.

O ponto principal de qualquer parceria é o sentido que ela faz para a escola, considerando a questão orçamentária e a abordagem metodológica. Na hora da escolha, o gestor deve estar atento à jornada curricular e prestar atenção na possibilidade de existir uma pré-disposição para fazer aliança com a escola. Além disso, é válido questionar e entender em detalhes como funciona o serviço e quais seus diferenciais.

Uma vez escolhida a parceria, é preciso reforçar a formação inicial e continuada de todos os envolvidos no processo de aprendizagem. É preciso lembrar que, no momento em que o parceiro entra na escola, estamos trazendo um novo repertório cultural e linguístico para dentro da instituição,então é muito importante e necessário que o professor esteja seguro e atuante e tenha protagonismo nesse processo. Ele é maior que o componente curricular, ele tem que ser transversal, contextualizar o processo de aprendizagem.

O que preciso fazer para potencializar o ensino do inglês na minha escola?

Um fator essencial é adequar o tempo e o espaço dedicadostanto ao processo de ensino quanto à aprendizagem de língua inglesa. É preciso ter um espaço um pouco mais amplo de tempo para criar o repertório. Vale lembrar que as crianças estão iniciando a criação do repertório, tanto cultural quanto linguístico, desta língua adicional.

Então, o que eu sugiro a você, gestor, é que estude esses tempos, olhe com bastante atenção para os espaços disponíveis pela escola para a implementação de um projeto curricular transversal de língua inglesa. Se está começando do zero, é importante buscar parceiros. Se não está,as parcerias seguem importantes para fortalecer a aprendizagem. E busque parcerias que estejam dispostas a se embrenhar no chão da escola, capazes de escutar e de transformar essa escuta em prática educacional.

*Diretora da Skies Learning by Red Balloon

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