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Participação em visitas técnicas e na feira evidencia como inovação, IA e aprendizagem prática entram na agenda escolar

A Bett UK 2026 registrou um novo patamar da presença brasileira no debate educacional internacional. Com participação também na Missão UK, o Edify carimbou seu protagonismo ao combinar atuação qualificada em visitas técnicas a escolas britânicas com presença estruturada na maior feira de educação do mundo. Mais do que ocupar espaços, a empresa contribuiu para qualificar a discussão sobre inovação, tecnologia e formação integral a partir de decisões pedagógicas concretas.

Durante a Bett UK 2026, o estande do Edify recebeu mais de 150 educadores brasileiros e concentrou mais de 250 curadorias — encontros orientados, mediações pedagógicas e conversas estratégicas com gestores e especialistas — voltadas a traduzir tendências globais em escolhas viáveis para o contexto das escolas brasileiras, evidenciando uma atuação que ultrapassa a visibilidade institucional e aponta maior maturidade na inserção do Brasil no cenário educacional internacional.

No evento realizado em Londres, o Edify foi uma das primeiras empresas brasileiras a ocupar um espaço próprio na área de expositores da feira. O estande funcionou como ponto de encontro para educadores brasileiros que participaram da missão e para gestores interessados em discutir caminhos práticos para integrar inteligência artificial, aprendizagem ativa e cultura maker aos projetos pedagógicos.

A presença da empresa dialogou diretamente com os debates centrais do evento, que evidenciaram a consolidação da IA como tema estratégico da educação e o deslocamento do foco de soluções isoladas para decisões institucionais de longo prazo. Nesse cenário, o Edify buscou tensionar a discussão a partir da realidade das escolas brasileiras, sem descolar tecnologia de intencionalidade pedagógica.

Para Bernardo Paiva, co-CEO do Edify, a experiência internacional reforça que o desafio educacional contemporâneo não está na falta de recursos, mas na coerência entre propósito, currículo e prática. “A educação já mudou. O que vemos em escolas e sistemas mais avançados é uma clareza maior sobre quem se quer formar. A tecnologia entra depois, como meio — não como ponto de partida”, afirmou.

Missão UK evidencia relação entre identidade escolar e inovação sustentável

As visitas técnicas realizadas durante a Missão UK revelaram um traço comum entre escolas britânicas de diferentes perfis: a inovação aparece como consequência de projetos formativos bem definidos. Currículo, uso de tecnologia e organização do tempo escolar estão diretamente ligados a expectativas claras sobre autonomia, responsabilidade e protagonismo dos estudantes.

Outro ponto recorrente foi o papel das lideranças escolares. A sustentação da cultura institucional observada nas visitas não depende de iniciativas pontuais, mas de decisões consistentes tomadas por equipes gestoras ao longo do tempo, especialmente na definição de prioridades pedagógicas e na formação contínua dos professores.

Essa experiência dialoga com a atuação do Edify no Brasil, ao reforçar a importância de alinhar soluções educacionais a projetos pedagógicos claros. Segundo Bernardo Paiva, “não existe inovação sustentável quando a escola não sabe exatamente o que quer desenvolver nos alunos. O risco é adotar ferramentas avançadas para resolver problemas que não foram bem definidos”.

Ao acompanhar educadores brasileiros durante a missão, o Edify atuou como interlocutor nesse processo de tradução entre referências internacionais e contextos locais. A proposta não foi replicar modelos estrangeiros, mas analisar quais princípios — e não formatos — podem inspirar decisões mais consistentes nas escolas brasileiras.

IA, aprendizagem prática e o papel da escola no novo cenário educacional

Na Bett UK 2026, a inteligência artificial apareceu menos como promessa futurista e mais como infraestrutura educacional em consolidação. O tema atravessou debates sobre personalização da aprendizagem, gestão escolar, avaliação e formação docente, sempre acompanhado de discussões sobre regulação, ética e proteção de dados.

Nesse contexto, a abordagem apresentada pelo Edify enfatizou a necessidade de tratar a IA como parte de um ecossistema pedagógico mais amplo. “A pergunta não é se a escola vai usar inteligência artificial, mas como ela vai fazer isso sem perder o papel formativo, relacional e humano da educação”, destacou Bernardo Paiva.

Ao lado da IA, práticas ligadas à aprendizagem prática, cultura maker e robótica educacional ganharam espaço como estratégias para desenvolver competências como pensamento crítico, colaboração e resolução de problemas. A integração entre tecnologia digital e experiências concretas reforçou a ideia de que inovação educacional não depende apenas de softwares, mas de metodologias bem estruturadas.

Para os educadores brasileiros presentes, a atuação do Edify na Bett UK 2026 contribuiu para qualificar o debate sobre inovação ao aproximá-lo das condições reais das escolas. Em vez de soluções universais, a discussão girou em torno de escolhas pedagógicas viáveis, sustentáveis e alinhadas aos desafios do sistema educacional brasileiro.

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