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Iniciativa do Instituto Crescer pretende revelar índice de inovação pedagógica da prática docente nas redes pública e privada

O Instituto Crescer, instituição que atua na área de Educação em projetos voltados à formação de professores, acaba de lançar a segunda edição da avaliação APEI-50 – Avaliação das Práticas Educacionais Inovadoras. O estudo tem como objetivo apresentar às escolas brasileiras ou de qualquer lugar do mundo o seu grau de inovação pedagógica e revelar, por exemplo, as atividades mais praticadas pelos professores, quando fazem uso dos recursos tecnológicos junto aos estudantes.

Qualquer escola de educação básica, pública ou particular, no Brasil ou em outros países, pode participar do estudo até o final de outubro. O formulário do estudo está disponível online, em português, inglês e espanhol, neste link. Os resultados consolidados desta edição serão apresentados em dezembro por meio de um relatório que ficará disponível para download no site da iniciativa e de um webinar com especialistas para discussão dos principais resultados.

De acordo com a diretora técnica do Instituto Crescer e idealizadora do projeto, Luciana Allan, a avaliação APEI-50 é uma ferramenta desenvolvida para apoiar a gestão educacional em prol da inovação. A partir do resultado é possível auxiliar na criação de um plano de ação para investimentos em recursos tecnológicos e formação docente.

“Com o APEI-50, procuramos contribuir com algumas reflexões importantes e também estimular as instituições de ensino a passarem pelo processo, a partir de práticas mais estruturadas e menos subjetivas. Buscamos entender, por exemplo, se as tecnologias digitais são utilizadas de forma eficaz e contribuem para que os estudantes estejam envoltos em momentos de aprendizagem significativa, se a equipe docente tem as competências necessárias para se manter atualizada e conduzir atividades pedagógicas alinhadas ao perfil e às necessidades dos educandos”, explicou Luciana.

O Instituto Crescer é uma Instituição fundada em 2000 que atua na área de Educação em projetos voltados à formação de professores para diferentes áreas do conhecimento, projetos de inclusão digital e qualificação profissional de jovens. Seus principais parceiros são Microsoft, Fundação Nestlé, Copersucar, Instituto Claro, Instituto CCR, Instituto EDP, CPFL Energia, Energisa, FTD Educação e Itaú Unibanco.

Ferramenta criada pelo Instituto Crescer oferece 50 indicadores para a nova educação

O projeto APEI-50 foi lançado em 2018, como parte das comemorações pelos dezoito anos do Instituto Crescer. Desenvolvido de forma colaborativa, o estudo é alinhado a RRI (Responsible Research and Innovation – Pesquisa e Inovação Responsáveis), termo criado pela Comunidade Europeia, que tem como premissa que os agentes e representantes sociais trabalhem juntos durante todo o processo de pesquisa e inovação.

Na segunda edição, os indicadores já foram alinhados às Normas para Computação na Educação Básica — documento complementar à BNCC de Computação que já foi aprovada pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) e que tem previsão de ser obrigatória sua adoção a partir de 2023.

Em sua primeira edição, finalizada em dezembro de 2019, mais de 15 mil docentes e mais de 1,2 mil escolas espalhadas pelo país participaram, além de escolas na Argentina e no Chile. Para validação do programa, foram convidados acadêmicos, professores e profissionais especialistas em educação envolvidos em iniciativas focadas na promoção de instituições inovadoras apoiadas pelas tecnologias digitais.

Para chegar aos resultados, o índice do estudo considera valores que variam entre 0 e 4 e que correspondem às categorias Emergente, Básico, Intermediário e Avançado, respectivamente. São 50 indicadores que permitem avaliar o quanto os professores vêm inovando nas práticas pedagógicas, além de identificar pontos de melhoria no uso de tecnologias educacionais. A avaliação é organizada em formato de questionário a ser respondido pelos professores das escolas interessadas.

Os dados consolidados e analisados por um comitê formado por profissionais da instituição de ensino, a partir de parâmetros pré-estabelecidos, são subsídios para delinear um cenário de inovação, ressaltando os pontos fortes e aqueles que ainda merecem atenção. A partir daí, é possível decidir o que se quer melhorar com a utilização das tecnologias digitais e construir um plano de ação para avançar rumo a uma nova educação que faça mais sentido para os estudantes.

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