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Interatividade, inclusão, segurança digital, melhor aproveitamento do tempo e maior engajamento dos alunos são alguns dos principais benefícios de levar o poder tecnológico à sala de aula

Liliane Fernanda Ferreira*

A pesquisa VII Estudo Global sobre o uso da tecnologia na educação, relatório Brasil 2022, realizada com o apoio do Ministério da Educação (MEC), aponta que a cada 10 centros educacionais, seis já utilizam tecnologia nas salas de aula.

Dos quase 43 mil professores que responderam o questionário no período de dezembro de 2022 e janeiro de 2023, 83% relataram usar algum tipo de material digital nas aulas. Além disso, 80% deles acreditam que a tecnologia melhora a motivação dos estudantes, pois torna os conteúdos mais atraentes com seus recursos dinâmicos e interativos.

Apesar do uso crescente, quem ainda fecha os olhos e imagina o lugar de estudar como uma sala cheia de mesas iguais, aquele quadro grande, cheiro de giz e muito papel, pode não conseguir visualizar tão facilmente o uso de equipamentos digitais nesse cenário. Mas mais do que isso, está perdendo uma série de benefícios.

Em uma análise mais superficial, materiais tecnológicos, como lousas digitais e telas interativas, podem parecer distração ou exagero, mas na realidade são verdadeiros aliados do professor e do ensino, pois proporcionam experiências de aprendizado estimulantes e personalizadas, que promovem o desenvolvimento cognitivo, emocional, social e motor das crianças.

As possibilidades são muitas. Em primeiro lugar, os dispositivos digitais oferecem acesso a uma ampla variedade de recursos educacionais, como aplicativos interativos, jogos educativos, e-books e ferramentas de pesquisa online.

Esse é o caso, por exemplo, da Mesinha Digital Interativa. O equipamento tem tecnologia touch e reconhece o toque humano e também de objetos de plástico, pincel, feltro, entre outros. Com elementos visuais de fácil compreensão, ele oferece diversas atividades como jogos com diferentes níveis de aprendizado, entre outras possibilidades.

Essa amplitude a poucos toques de distância permite enriquecer o processo de aprendizado, tornando-o mais dinâmico e envolvente para os alunos, enquanto aprimora habilidades como raciocínio lógico, criatividade, coordenação motora, resolução de problemas, trabalho em equipe e autoconfiança.

Outra vantagem desse uso combinado é facilitar a comunicação e a colaboração entre alunos e professores, permitindo o compartilhamento de informações, trabalhos em grupo e feedbacks em tempo real.

Vale ressaltar também que isso ajuda a preparar os alunos para um mundo em que a tecnologia está presente em quase todos os aspectos da vida. Ao aprenderem a utilizar essas ferramentas desde cedo, as crianças se tornam mais familiarizadas, confiantes e treinadas para utilizar o potencial do mundo digital, algo importante para sua formação pessoal e profissional no futuro.

Olhando pelo lado das escolas, as instituições que investem em aparelhos como as Mesinhas Digitais se diferenciam justamente por proporcionar aos alunos uma experiência educacional inovadora, atrativa e interativa, integrando a tecnologia de forma efetiva ao processo de ensino-aprendizagem.

Ademais, esse investimento sinaliza um compromisso com a inovação e o aprimoramento do ensino. E mais: a capacidade de adaptação e de atualização da escola em busca de oferecer sempre a experiência mais completa aos seus estudantes, torna a instituição mais competitiva no cenário educacional.

Além disso, a tecnologia proporciona um ambiente de aprendizagem mais personalizado, permitindo que os educadores adaptem os conteúdos e atividades de acordo com o nível de cada aluno. Com isso, é possível atender necessidades específicas e estimular o desenvolvimento individual, acompanhando o progresso dos alunos de forma mais detalhada.

Nesse contexto de monitorar os avanços de cada estudante, esses equipamentos podem ser especialmente benéficos para alunos especiais, PCDs (Pessoas com Deficiência) e crianças autistas, por exemplo, à medida em que oferecem recursos inclusivos e adaptáveis para cada aluno.

Entre as possibilidades para diminuir as diferenças de aprendizagem estão recursos de acessibilidade, como aumentar o tamanho da fonte, a utilização de áudio, legendas e recursos visuais, além de estímulos sensoriais que contribuem para o seu engajamento por meio de elementos visuais e sonoros.

Por tudo isso, acredito que alunos formados em ambientes interativos e imersivos tendem a se tornar mais engajados em suas atividades. Quando eles têm a oportunidade de participar e explorar conteúdos de forma dinâmica, se sentem mais motivados a aprender.

E essa postura, somada à oportunidade de desenvolver habilidades e competências para um mundo cada vez mais digital e tecnológico, é uma combinação extremamente poderosa.

*Diretora da B2G

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