Projeto da Institución Educativa Comercial de Envigado foi reconhecido por ações que transformam a escola em agente de impacto socioambiental
A Colômbia conquistou o primeiro lugar na terceira edição do Prêmio Escolas Sustentáveis 2025 com o projeto “Metodologia de Pesquisa Socioambiental GCA”, da Institución Educativa Comercial de Envigado. Promovida pela Santillana, Fundação Santillana e Organização de Estados Ibero-Americanos (OEI), a iniciativa reconhece as escolas da América Latina que desenvolvem práticas pedagógicas voltadas à sustentabilidade e ao impacto comunitário.
O projeto colombiano orienta a comunidade escolar a atuar como gestora de ações ambientais, sociais e econômicas, com foco na transformação coletiva. Alinhada às políticas públicas de educação ambiental do país, a metodologia incentiva o protagonismo de alunos e professores em iniciativas como reciclagem, hortas sustentáveis e uso consciente de recursos.
O prêmio foi anunciado em 21 de outubro, durante o Fórum Internacional de Sustentabilidade e Educação 2025, realizado no Museu de Arte do Rio (MAR). A instituição vencedora recebeu o equivalente a R$ 25 mil e o título de Projeto do Ano, após vencer a etapa nacional colombiana na categoria Ensino Médio.
A proposta vencedora reforça o papel da escola como espaço de experimentação social e ambiental, capaz de gerar impacto positivo dentro e fora de seus muros. Para os gestores educacionais, o projeto é um exemplo de como a sustentabilidade pode ser integrada ao currículo e à gestão pedagógica com resultados mensuráveis e comunitários.
Diversidade e inovação marcam a final internacional
A edição 2025 do Prêmio Escolas Sustentáveis recebeu cerca de mil candidaturas do Brasil, México e Colômbia. Seis escolas chegaram à final internacional, divididas entre as categorias Educação Infantil-Fundamental e Ensino Médio.
No Brasil, o destaque foi para o projeto “IncluARTE – SustentART”, da Creche Municipal Magdalena Arce Daou, que combinou sustentabilidade, arte e inclusão social para revitalizar um território degradado. Já a Escola Estadual Brasil representou o país no Ensino Médio com “AquaTerraAlert”, sistema pioneiro de alerta precoce para enchentes e deslizamentos.
Do México, participaram a Escola Primária Rural Aquiles Serdán, com o projeto “Escola Sustentável”, e o Colégio Sinaloa A.C., que desenvolveu biofertilizantes a partir de consórcios microbianos de montanha. A Colômbia também esteve representada pelo projeto “Eco Moda School, Gamificação STEAM para reduzir a pegada”, do Liceo Pestalozziano, que aliou tecnologia e reaproveitamento de resíduos têxteis.
Cada escola finalista recebeu US$ 3 mil em reconhecimento pelo impacto e inovação de suas práticas, que evidenciam a força da educação como agente de transformação ambiental e social na Ibero-América.
Fórum Internacional reforça papel estratégico da educação sustentável
O Fórum Internacional de Sustentabilidade e Educação 2025 consolidou-se como espaço de encontro entre educadores, gestores e especialistas comprometidos com a construção de uma escola mais resiliente, inclusiva e tecnológica.
Com o tema _“_A escola de hoje: resiliente, inclusiva e tecnológica”, o evento abordou três eixos principais: a relação entre espaço físico, currículo e formação docente; o papel da inteligência artificial na educação sustentável; e a valorização da interculturalidade e da inclusão indígena.
Promovido pela Santillana, Fundação Santillana e OEI, o fórum destacou experiências inspiradoras de gestão escolar que contribuem para uma educação integral, voltada ao desenvolvimento humano e à sustentabilidade. A iniciativa reforça o compromisso das instituições envolvidas em promover políticas educacionais alinhadas à Agenda 2030 e à formação de cidadãos conscientes.










