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O segundo dia da Bett 2026 concentra debates sobre uso de dados, governança de IA e impacto no trabalho educacional

A Bett 2026 entra no segundo dia com uma mudança clara de foco: o debate sobre inteligência artificial avança da exploração para a decisão. Em uma programação que ultrapassa 140 horas de conteúdo e reúne centenas de palestrantes, entender como transformar tendências em prática passa a ser o principal desafio para gestores e educadores.

A programação do dia 6 aprofunda um movimento que já aparecia no primeiro dia: a inteligência artificial deixa de ser apenas pauta emergente e passa a ocupar o centro das decisões educacionais. O debate se desloca da curiosidade para a implementação, com foco em governança, uso de dados, impacto no trabalho e redefinição do papel docente.

Essa mudança aparece de forma consistente ao longo das sessões. O tema da IA não surge isolado, mas conectado a retenção de alunos, engajamento escolar, convivência, formação docente e saúde mental. A tecnologia passa a ser tratada como parte da estrutura da escola, e não como camada adicional.

Nesse cenário, a programação do segundo dia exige leitura mais refinada. O volume de discussões cresce, mas o que diferencia uma boa escolha de agenda é a capacidade de identificar quais sessões ajudam a estruturar decisões institucionais e não apenas ampliar repertório.

Dados, IA e governança ganham centralidade na escola

A discussão sobre uso de dados na educação aparece com mais clareza no segundo dia. Tayguara Velozo e Carina Sucupira tratam de um ponto sensível para escolas: transformar informação em decisão. O debate desloca o uso de dados do campo técnico e o posiciona como ferramenta de retenção, engajamento e fortalecimento da relação com famílias.

A adoção de inteligência artificial em escala também entra em pauta com Fernando Cruz e Wisley João Pereira, diretor de vendas em educação da Microsoft Brasil. A discussão trata de um desafio central: incorporar diferentes aplicações de IA sem comprometer aprendizagem, confiança e governança. O foco não está na ferramenta, mas na capacidade institucional de uso responsável.

A governança de IA ganha um recorte prático na sessão conduzida por Tanci Simões, Soraya Lacerda e Daniela Lyra. A proposta avança para a construção de diretrizes institucionais, indicando que a discussão já não está no “se usar”, mas no “como usar com responsabilidade”.

Esse conjunto de sessões mostra um ponto de virada: a IA deixa de ser tendência e passa a exigir estrutura organizacional, políticas internas e clareza de propósito pedagógico.

Trabalho, formação e saúde mental entram no radar da gestão

O impacto da inteligência artificial no mundo do trabalho ganha destaque no Fórum de Gestores com Michelle Schneider, que discute as habilidades necessárias para atuar em um cenário de automação crescente. A reflexão desloca o debate para além da tecnologia e coloca foco no desenvolvimento humano como diferencial competitivo.

No Ahead, Aldo Henrique e Luciano Sathler analisam como a IA impacta currículos, avaliação e trajetórias profissionais no ensino superior. O debate reforça que a transformação educacional não está restrita à educação básica e exige alinhamento entre diferentes níveis de ensino.

A convivência escolar aparece como um dos temas estruturais do dia. Telma Vinha, Giselle Fouyer e Patricia Auerbach discutem conflitos, violências e clima escolar, conectando o debate à necessidade de fortalecer práticas coletivas e relações dentro da escola.

A saúde mental entra de forma mais explícita na reflexão conduzida por Márcio Krauss, que relaciona inovação, uso de tecnologia e adoecimento psíquico. O tema amplia o debate e aponta um limite importante: não há transformação educacional sustentável sem considerar o impacto sobre estudantes e educadores.

Fechando esse eixo, Walter Longo propõe uma leitura menos alarmista da inteligência artificial, defendendo seu potencial de expansão das capacidades humanas. A abordagem desloca o debate do medo para a responsabilidade.

A programação do segundo dia da Bett 2026 aprofunda um cenário em que tecnologia, gestão e desenvolvimento humano deixam de caminhar separados. Entender por onde começar passa, nesse momento do evento, por identificar quais discussões ajudam a transformar complexidade em decisão.

O educador21 indica: dia 6

Arena Startup

10h — Pitches Edtechs
Palestrantes: Edtechs finalistas do BettBrasil Edtechs Awards 2026

Fórum de Gestores

10h30 — Quando dados ajudam a cuidar: decisões para retenção e engajamento escolar
Palestrantes: Tayguara Velozo, gestor de integração tecnopedagógica do Colégio GGE e Juntos Educação; Carina Sucupira, líder em estratégia de dados do Itaú Unibanco

17h15 — O profissional do futuro
Palestrantes: Michelle Schneider, sócia da Signal & Cipher e professora da Singularity University

Plenária

11h — Microsoft e o futuro da educação: múltiplas perspectivas sobre a adoção da IA
Palestrantes: Wisley João Pereira, superintendente de educação do SESI Nacional; Fernando Cruz, diretor de vendas em educação da Microsoft Brasil

14h — Prêmio Educador Transformador
Palestrantes: Daniel Munduruku, autor e palestrante

Ahead

13h — IA, docência e futuro: o ensino superior na era das inteligências integradas
Palestrantes: Aldo Henrique, analista de sistemas sênior da Confederação Nacional da Indústria; Luciano Sathler, CEO da Associação Brasileira de Educação a Distância

Sala de Aula Invertida

15h — Combinar regras, criar caminhos: governança de IA na escola
Palestrantes: Tanci Simões, consultora e pesquisadora da CESAR School; Soraya Lacerda, coordenadora do Thomas Maker da Casa Thomas Jefferson; Daniela Lyra, designer de experiências educacionais da Casa Thomas Jefferson

Roda de Conversa

17h — Surfando no tsunami: a IA e a revolução da educação
Palestrantes: Walter Longo, sócio administrador da Unimark Longo

Summit AI4School

9h30 — Destaques do relatório OECD Digital Education Outlook 2026
Palestrantes: Rafael Parente, diretor-executivo do Instituto Salto; Lucia Dellagnelo, liderança em educação e inovação

Aquário

11h — Desafios da convivência na escola
Palestrantes: Giselle Fouyer, fundadora e CEO da Giselle Fouyer Idiomas; Telma Vinha, professora da Faculdade de Educação da Unicamp; Patricia Auerbach, CEO da Redelê

15h — Novas mentalidades para a transformação educacional
Palestrantes: Giselle Fouyer, fundadora e CEO da Giselle Fouyer Idiomas; Ana Paula Gaspar, especialista em tecnologias educacionais; George R. Stein, fundador da Pedagog.IA

17h — Educar sem adoecer
Palestrantes: Márcio Krauss, professor de Ciências Humanas

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