Especialistas que integram o time de colunistas do portal participaram de painéis sobre IA, inovação, segurança escolar, gestão e transformação educacional durante a Bett Brasil 2026
Os debates sobre inteligência artificial, inovação educacional, segurança escolar e transformação da aprendizagem ganharão ainda mais espaço na Bett Brasil 2026 com a participação de especialistas que integram o time de colunistas do educador21. Ao longo da programação do evento, nomes ligados às colunas do portal estiveram em painéis estratégicos para discutir desde soberania pedagógica até novas formas de organização das escolas diante das mudanças tecnológicas e sociais.
Entre os participantes estavam Guilherme Cintra, da Coluna Tecnologia que Humaniza; George R. Stein, da Coluna Transformação Continuada; Marcel Costa, da Coluna Engenharia Educacional; e Leo Gmeiner, da Coluna InvestEdu.
As participações refletem temas que já vêm sendo discutidos pelos colunistas no portal ao longo dos últimos meses. Especialmente os assuntos que giram em torno do impacto da inteligência artificial na educação, da necessidade de revisão de modelos escolares e da construção de ambientes de aprendizagem mais humanos, seguros e sustentáveis.
O educador21, parceiro de produção de conteúdo e apoiador do evento, acompanhou tudo de perto com uma cobertura especial pré e pós Bett. O nosso Hub de Coberturas – Bett 2026 reúne os principais insights, tendências e debates que movimentaram a educação nesses quatro dias de evento.



IA, soberania pedagógica e inovação aberta entram em pauta
No dia 5, Leo Gmeiner participou do painel “Inovação Aberta Educacional na Prática: como o apoio certo acelera edtechs e leva soluções ao mercado”, na Arena Startup. O debate reuniu representantes do ecossistema de inovação para discutir como modelos de inovação aberta vêm ajudando startups educacionais a validar, aprimorar e escalar soluções no setor.
Segundo Gmeiner, a aproximação entre escolas, investidores e edtechs será decisiva para acelerar mudanças estruturais na educação brasileira. “A inovação educacional precisa deixar de acontecer de forma isolada. Quando diferentes atores do ecossistema colaboram, as soluções chegam às escolas com mais maturidade, impacto e capacidade real de transformação”, afirmou.
Também no dia 5, Guilherme Cintra participou do Summit Ai4School na Educação no painel “Quem decide na era da IA? Soberania pedagógica, ética e o papel humano na educação”. A discussão abordou os limites éticos da inteligência artificial, os vieses dos sistemas generativos e os riscos de delegar decisões pedagógicas exclusivamente às tecnologias.
Para Cintra, o avanço da IA exige uma discussão mais profunda sobre autonomia docente e responsabilidade pedagógica. “A escola precisa utilizar a inteligência artificial como ferramenta de apoio, sem abrir mão da intencionalidade humana que sustenta os processos de aprendizagem. O risco não está apenas na tecnologia, mas em terceirizar decisões que são essencialmente humanas”, destacou.
Ainda no dia 5, George R. Stein conduziu um debate sobre “Prontidão escolar para a IA Generativa”, discutindo caminhos para identificar o grau de preparação das instituições diante do avanço acelerado das ferramentas de inteligência artificial.


Transformação educacional e experiência humana nas escolas
A discussão sobre mudança de mentalidade e transformação educacional também esteve presente na programação,no dia 6. Em sessão dedicada aos pontos de alavancagem da inovação, George R. Stein debateu cultura escolar, liderança, uso inteligente de dados e revisão de modelos tradicionais de ensino.
Segundo ele, muitas escolas ainda tentam inovar apenas pela adoção de ferramentas tecnológicas, sem enfrentar mudanças culturais mais profundas. “Transformação educacional não acontece apenas pela tecnologia. Ela depende da coragem de rever práticas, fortalecer relações e criar ambientes em que inovação faça sentido para as pessoas”, afirmou.
No dia 8, Marcel Costa apresentou, no Fórum de Gestores, o painel “Engenharia Educacional: Um Caminho Humano, Estruturado e Sustentável para Fazer a Escola Funcionar”. A proposta foi discutir como processos organizacionais, relações humanas e bem-estar podem caminhar juntos para melhorar o funcionamento das escolas.
Para Marcel Costa, o debate sobre eficiência escolar não pode ignorar as pessoas que sustentam o cotidiano educacional. “A escola precisa funcionar de maneira sustentável para quem aprende e para quem ensina. Quando organização, clareza de processos e relações humanas caminham juntas, a aprendizagem acontece de forma mais consistente”, afirmou.

Segurança escolar e proteção digital ampliam espaço na Bett 2026
A programação do dia 8 também incluiu um debate sobre proteção escolar e segurança digital com participação de Leo Gmeiner no painel “Dos muros às telas: o que toda escola precisa fazer agora para proteger quem está dentro dela”. A conversa abordou os desafios contemporâneos da segurança escolar em ambientes físicos e digitais.
O tema ganhou ainda mais relevância diante do crescimento das interações online e da ampliação das preocupações com proteção de estudantes e comunidades escolares. Segundo Leo Gmeiner, o conceito de segurança educacional passou a exigir uma visão mais integrada das relações escolares.
“Hoje, proteger a escola significa olhar ao mesmo tempo para os espaços físicos, digitais e emocionais. Segurança deixou de ser apenas controle de acesso e passou a envolver cultura, prevenção e cuidado com as relações”, afirmou.
Ao longo da Bett Brasil 2026, a presença dos colunistas do educador21 reforçou as discussões que vêm atravessando o setor educacional. Em pauta, a necessidade de equilibrar inovação e humanização, o avanço da inteligência artificial nas escolas e a construção de modelos educacionais mais sustentáveis, éticos e conectados às transformações da sociedade.










