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Olimpíada nacional da B3 e do Tesouro Nacional oferece prêmios de até R$ 100 mil para escolas e busca ampliar o ensino de educação financeira no Rio de Janeiro

A educação financeira nas escolas voltou ao centro do debate educacional com o avanço da OLITEF 2026, olimpíada nacional criada pela B3 e pelo Tesouro Nacional para estimular o ensino de finanças, orçamento e investimentos entre estudantes da educação básica. No Rio de Janeiro, quase 4 mil escolas ainda podem aderir à iniciativa e disputar prêmios voltados à melhoria da infraestrutura escolar.

Segundo dados divulgados pela organização, o estado ocupa atualmente a sétima posição no ranking nacional de engajamento da olimpíada. Das 4.700 escolas fluminenses aptas a participar, apenas 897 concluíram a inscrição até o momento. Na capital, 599 unidades já aderiram à edição deste ano.

A OLITEF é destinada a estudantes do 6º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio, com participação gratuita para escolas públicas e privadas. A proposta inclui atividades adaptadas por faixa etária e provas aplicadas presencialmente ou online.

O crescimento da iniciativa acompanha um movimento mais amplo de inserção da educação financeira no cotidiano escolar. Nos últimos anos, escolas passaram a discutir temas ligados a consumo consciente, planejamento financeiro e investimentos como competências importantes para a formação cidadã e para o desenvolvimento da autonomia dos estudantes.

Segundo Daniel Leal, secretário do Tesouro Nacional, a olimpíada busca aproximar esses conteúdos da realidade dos jovens brasileiros. “Com a OLITEF, queremos engajar escolas, professores e alunos no aprendizado de temas como finanças pessoais, orçamento, matemática financeira e investimentos, democratizando o conhecimento financeiro para todos”, afirmou.

Educação financeira nas escolas ganha incentivo estrutural

Além das atividades pedagógicas, a OLITEF aposta em incentivos voltados diretamente à estrutura das instituições participantes. Cada escola sorteada receberá um kit educacional no valor de R$ 100 mil, destinado à criação de laboratórios de informática, robótica ou ciências.

A iniciativa também prevê premiações individuais para gestores e professores, com valores de até R$ 8 mil em títulos públicos. As escolas que realizarem inscrição até 1º de julho terão chances dobradas no sorteio dos kits.

Segundo Felipe Paiva, diretor de Relacionamento com Clientes e Pessoa Física da B3, o projeto busca fortalecer a formação financeira desde os anos escolares. “Temos um papel, enquanto bolsa, de desenvolver o interesse dos jovens pelo mundo dos investimentos a partir da educação financeira. Assim, estimulamos uma relação mais consciente com o dinheiro”, destacou.

A edição de 2025 mobilizou quase 2 milhões de estudantes em mais de 13 mil escolas brasileiras. Para 2026, a expectativa da organização é ampliar ainda mais o alcance nacional da olimpíada.

A expansão da OLITEF também evidencia como a educação financeira nas escolas começa a ocupar um espaço mais estruturado dentro das políticas educacionais e das estratégias pedagógicas das redes de ensino. Em meio ao avanço das discussões sobre competências para o século 21, temas ligados à gestão financeira, planejamento e tomada de decisão ganham relevância crescente na formação dos estudantes.

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