Projeto amplia acesso à robótica, cultura maker e inovação em escolas públicas da capital fluminense, incluindo estudantes com deficiência
A educação tecnológica vem ganhando espaço nas redes públicas de ensino como estratégia para aproximar estudantes das competências exigidas por uma sociedade cada vez mais conectada. Em diferentes regiões do país, iniciativas voltadas à robótica, à programação e à cultura maker têm buscado reduzir desigualdades de acesso e ampliar oportunidades de aprendizagem para crianças e adolescentes.
No Rio de Janeiro, esse movimento acaba de ganhar novo impulso com a ampliação do projeto Multiplique o Bem Tech, iniciativa da Target Brasil patrocinada pela Prefeitura do Rio de Janeiro por meio da Lei de Incentivo à Cultura do ISS. A nova etapa amplia a presença do programa em escolas e instituições educacionais da capital, fortalecendo experiências ligadas à inovação, à tecnologia e ao desenvolvimento de competências do século 21.
A expansão ocorre em um contexto em que gestores educacionais buscam incorporar práticas pedagógicas mais conectadas à resolução de problemas, ao protagonismo estudantil e ao pensamento criativo. Nesse cenário, a educação tecnológica passa a ser compreendida não apenas como aprendizado de ferramentas digitais, mas como oportunidade para desenvolver habilidades cognitivas, socioemocionais e colaborativas.
Além de ampliar o acesso a recursos tecnológicos, iniciativas dessa natureza contribuem para aproximar estudantes de áreas ligadas à ciência, tecnologia, engenharia e inovação. A expectativa é que essas experiências fortaleçam o interesse dos jovens por carreiras emergentes e ampliem sua participação em uma economia cada vez mais baseada no conhecimento.
Com atuação em diferentes territórios da cidade, o projeto busca demonstrar como a educação tecnológica pode se transformar em instrumento de inclusão, criatividade e transformação social dentro da escola pública.
Educação tecnológica conecta inovação e protagonismo
A nova etapa do Multiplique o Bem Tech contempla diferentes núcleos educacionais da capital fluminense. Entre as instituições participantes estão o Inosel, na Gávea, voltado ao atendimento de estudantes com deficiência, o GET Rivadávia Corrêa, localizado no Centro do Rio de Janeiro, e a Escola Municipal Prefeito Marcos Tamoyo, na Pavuna.
As atividades incluem oficinas práticas, implantação de espaços maker, disponibilização de kits de robótica e oferta de materiais pedagógicos voltados ao desenvolvimento de projetos. A proposta é criar ambientes em que os estudantes possam experimentar, testar ideias e construir soluções para desafios identificados em suas comunidades.
Ao trabalhar com metodologias ativas, o projeto estimula competências como pensamento lógico, criatividade, resolução de problemas e trabalho em equipe. Os estudantes também têm contato com atividades relacionadas a jogos eletrônicos, programação e cultura digital, ampliando as possibilidades de aprendizagem para além dos conteúdos tradicionais.
A iniciativa reforça uma tendência observada em diferentes sistemas educacionais, que buscam integrar inovação e aprendizagem prática para aproximar os estudantes dos desafios contemporâneos. Segundo Marianna Muniz, PMO do projeto Multiplique o Bem Tech, a tecnologia pode desempenhar um papel importante na construção de novas perspectivas para os estudantes.
“Quando a tecnologia chega às escolas de forma acessível e conectada à realidade dos alunos, ela desperta curiosidade, criatividade e confiança. O projeto mostra que a robótica e a cultura maker podem ser ferramentas poderosas para inclusão, aprendizado e construção de oportunidades para o futuro”, afirmou a executiva.
Inclusão fortalece o alcance da educação tecnológica
Um dos diferenciais da nova fase do projeto está na ampliação das ações voltadas à acessibilidade. O novo núcleo dedicado a estudantes com deficiência foi estruturado para garantir que as atividades de robótica e cultura maker alcancem públicos com diferentes perfis e necessidades educacionais.
A proposta dialoga com uma visão mais ampla de inclusão, na qual a tecnologia funciona como ferramenta de participação e desenvolvimento. Ao criar ambientes acessíveis e adaptados, o projeto amplia as possibilidades de engajamento dos estudantes e fortalece o papel da escola como espaço de pertencimento e inovação.
O trabalho também busca enfrentar um desafio recorrente na educação brasileira: garantir que o acesso às experiências tecnológicas não fique restrito a determinados grupos ou regiões. Ao levar recursos de inovação para escolas públicas de diferentes contextos, a iniciativa contribui para democratizar oportunidades de aprendizagem.
Em um cenário marcado pela crescente demanda por competências digitais, programas como o Multiplique o Bem Tech mostram como a educação tecnológica pode fortalecer a inclusão, estimular o protagonismo estudantil e ampliar o acesso de crianças e adolescentes a experiências capazes de impactar suas trajetórias acadêmicas e profissionais.
Educação tecnológica avança em escolas do Rio









