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Queda na evasão, na reprovação e na distorção idade-série reforça resultados de políticas públicas voltadas à permanência dos estudantes, gestão escolar, tecnologia e valorização da educação na rede estadual

Os indicadores do ensino médio da rede estadual de Goiás mostram uma evolução consistente na permanência dos estudantes e na redução do atraso escolar. Dados da segunda etapa do Censo Escolar 2025, divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), revelam que o estado reduziu em 44% a taxa de abandono no ensino médio entre 2022 e 2025, além de registrar quedas expressivas na reprovação e na distorção idade-série.

A taxa caiu de 1,8% para 1% no período, resultado que coloca Goiás com um índice inferior à metade da média nacional, que ficou em 2,2% em 2025. Para gestores educacionais, o desempenho evidencia o impacto de políticas voltadas não apenas ao acesso à escola, mas principalmente à permanência dos estudantes ao longo da trajetória escolar.

Os dados também apontam redução de 60% na reprovação do ensino médio estadual, que passou de 3% para 1,2%. Já a distorção idade-série — indicador que mede estudantes com atraso escolar em relação à idade esperada — caiu de 17,6% para 11,7%, uma redução de 33%.

Segundo o governador de Goiás, Daniel Vilela, os resultados refletem uma estratégia de longo prazo para fortalecer a educação pública. “Esses avanços mostram que a educação é uma ferramenta capaz de transformar realidades. Em Goiás, nós trabalhamos para garantir que crianças, adolescentes e jovens permaneçam na escola, aprendam mais e tenham oportunidades de construir um futuro melhor”, afirmou.

Abandono no ensino médio recua com políticas de permanência

A redução do abandono escolar em Goiás está associada a um conjunto de políticas públicas implementadas na rede estadual ao longo dos últimos anos. Desde 2019, o governo informa ter investido mais de R$ 11 bilhões em infraestrutura, tecnologia, programas de aprendizagem e valorização dos profissionais da educação.

Além da modernização das unidades escolares, a estratégia incluiu ampliação do acesso à tecnologia educacional. As escolas receberam laboratórios móveis, Chromebooks, notebooks, equipamentos do Programa Conectar, dispositivos inteligentes de leitura e melhorias na conectividade, ampliando o uso de recursos digitais nas atividades pedagógicas.

Paralelamente, programas voltados diretamente à permanência dos estudantes passaram a integrar a política educacional do estado. Entre eles estão o Goiás Bem no Enem, GoiásTec, Centro de Mídias da Educação, Educação de Jovens e Adultos (EJA) a Distância e o Bolsa Estudo, iniciativa que concede auxílio financeiro mensal a estudantes do ensino médio e do 9º ano do ensino fundamental como incentivo à continuidade dos estudos.

Para Daniel Vilela, investir na permanência escolar também significa promover desenvolvimento social. “Investir em educação é investir no futuro do Estado. É por meio dela que reduzimos desigualdades e garantimos desenvolvimento sustentável”, destacou.

Foto: divulgação

Indicadores reforçam estratégia de melhoria da aprendizagem

Os resultados do Censo Escolar indicam que a redução do abandono no ensino médio está associada a uma estratégia que combina investimentos em infraestrutura, tecnologia, gestão escolar e políticas de permanência, fortalecendo a trajetória dos estudantes na rede estadual. E dialogam com outros indicadores recentes da educação goiana. Atualmente, Goiás ocupa a primeira colocação nacional no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), com média de 4,8 no ensino médio e 5,5 nos anos finais do ensino fundamental.

Embora o Ideb e o Censo Escolar utilizem metodologias distintas, ambos ajudam gestores públicos a acompanhar diferentes dimensões da qualidade educacional. Enquanto o Ideb mede desempenho acadêmico e fluxo escolar, os indicadores de abandono, reprovação e distorção idade-série permitem avaliar a capacidade das redes de manter os estudantes na escola e reduzir interrupções na trajetória educacional.

Para especialistas em gestão educacional, esses indicadores vêm ganhando importância no planejamento das redes de ensino, pois ajudam a direcionar políticas de permanência, recuperação da aprendizagem, acompanhamento individualizado e apoio às escolas que enfrentam maiores desafios.

No caso de Goiás, a combinação entre investimentos em infraestrutura, ampliação do uso de tecnologia, fortalecimento da gestão escolar e programas de incentivo à permanência aparece como um dos fatores associados à melhoria dos resultados registrados pelo Censo Escolar 2025.

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