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CESAR leva ao evento debates sobre inteligência artificial, futuro do trabalho e inovação responsável. Programação inclui Claudia Cunha e Silvio Meira no dia 9 de junho

De 8 a 11 de junho, o Web Summit Rio 2026 volta a reunir empresas, pesquisadores, investidores e lideranças de tecnologia para discutir as transformações que estão redesenhando a economia global. Em meio ao avanço acelerado da inteligência artificial, temas como governança, regulação, segurança e futuro do trabalho devem ocupar posição central na programação do evento.

É nesse contexto que o CESAR, centro de inovação sediado no Recife e que completa 30 anos de atuação em 2026, participará da conferência com uma agenda voltada aos desafios da adoção responsável da inteligência artificial. A instituição levará ao encontro debates sobre governança tecnológica, maturidade organizacional no uso da IA e os impactos da tecnologia nas relações de trabalho e na sociedade.

A programação do CESAR terá como principal destaque o dia 9 de junho, quando especialistas da instituição participarão de atividades voltadas a lideranças empresariais e tomadores de decisão. As discussões refletem uma preocupação crescente entre organizações que buscam transformar iniciativas pontuais de IA em estratégias estruturadas e sustentáveis.

O tema ganha relevância à medida que empresas ampliam investimentos em inteligência artificial sem que os modelos de governança acompanhem o mesmo ritmo. Para especialistas, o desafio atual deixou de ser apenas experimentar novas ferramentas e passou a envolver a criação de processos capazes de equilibrar inovação, segurança e geração de valor.

Governança de IA entra na pauta das lideranças

No dia 9 de junho, às 15h, Claudia Cunha, head of Legal & DPO do CESAR e pesquisadora do Cissa, comandará a masterclass “AI Governance: from anxiety to advantage”. A proposta é discutir como organizações podem avançar da experimentação para modelos estruturados de governança de IA, criando mecanismos que permitam escalar a inovação com responsabilidade e segurança.

A proposta da discussão é analisar a transição entre a fase inicial de experimentação e a adoção de estruturas mais robustas de governança. O debate inclui aspectos relacionados à gestão de riscos, transparência, responsabilidade e criação de mecanismos capazes de sustentar processos de inovação em larga escala.

O tema ganha relevância à medida que empresas e instituições ampliam investimentos em inteligência artificial sem que, necessariamente, tenham consolidado políticas e critérios para orientar seu uso. Nesse contexto, a governança passa a ser entendida como elemento estratégico para garantir consistência e confiabilidade.

A discussão também dialoga com um movimento global de construção de marcos regulatórios e boas práticas voltadas ao desenvolvimento responsável da IA. A tendência indica que a competitividade das organizações estará cada vez mais associada à capacidade de equilibrar inovação, ética e segurança.

Silvio Meira discute maturidade da IA e futuro do trabalho

Também no dia 9 de junho, às 15h40, no Palco 3 do Web Summit Rio, o fundador do CESAR e conselheiro do Porto Digital, Silvio Meira apresentará uma análise sobre o estágio atual de maturidade da inteligência artificial e seus impactos sobre empresas, profissões e modelos de trabalho.

A reflexão parte da percepção de que a IA não pode ser compreendida apenas como uma ferramenta operacional. Seu avanço tem provocado mudanças profundas na forma como empresas produzem conhecimento, organizam processos e desenvolvem novas capacidades.

As transformações também alcançam o campo da formação profissional. Em diferentes setores, cresce a demanda por competências relacionadas à análise crítica, resolução de problemas complexos, criatividade e capacidade de adaptação, habilidades que ganham importância em ambientes cada vez mais automatizados.

Ao reunir especialistas, empreendedores e lideranças de diversos segmentos, o Web Summit Rio se consolida como espaço para discutir os impactos dessas mudanças e os caminhos para construir modelos de desenvolvimento tecnológico alinhados às necessidades da sociedade.

A presença do CESAR no evento reforça uma agenda que vem ganhando força globalmente: a compreensão de que o avanço da inteligência artificial depende não apenas da evolução tecnológica, mas também da capacidade de desenvolver modelos de governança, formação de talentos e inovação responsáveis.

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