Nova imersão educacional internacional liderada pela Efígie Academy levará gestores e mantenedores à Malásia e à China
A imersão educacional internacional passa a integrar, de forma explícita, a agenda estratégica de lideranças educacionais brasileiras em 2026. A recém-lançada Missão Ásia, organizada pela Efígie Academy, foi estruturada para diretores, mantenedores e gestores interessados em decisões baseadas em evidências globais. O programa responde à crescente demanda por referências concretas sobre inovação, governança educacional e sustentabilidade institucional.
O cenário educacional internacional vive uma mudança relevante de protagonismo. Países asiáticos consolidaram políticas que alinham formação, tecnologia e crescimento econômico com planejamento de longo prazo. Para lideranças brasileiras, compreender esses modelos tornou-se questão estratégica, não apenas acadêmica. “A Missão Ásia será mais do que uma agenda internacional. Será um exercício de deslocamento pedagógico”, afirmou Lara Crivelaro, CEO da Efígie e líder da Missão Ásia 2026.
A jornada, que acontece no período de 20 de setembro a 2 de outubro, foi desenhada com curadoria técnica e acompanhamento especializado. O foco recai sobre análise institucional, observação de práticas e diálogo com organizações que operam sistemas educacionais de alta performance. Cada agenda busca traduzir experiências em repertório aplicável à gestão educacional no Brasil.
O grupo terá número limitado de participantes, favorecendo profundidade nas visitas, interlocução direta com instituições anfitriãs e networking qualificado entre lideranças. Há condição promocional para adesões confirmadas até 20 de março. A imersão inclui participação na Bett ÁsiaÁsia, principal evento de tecnologia e inovação educacional da região.
Liderança educacional observa, compara e projeta cenários
Inserida na agenda de internacionalização educacional, a Missão Ásia propõe às lideranças brasileiras um exercício de análise comparada e visão de futuro. A experiência amplia referências para tomada de decisão, planejamento institucional e reposicionamento estratégico diante das transformações globais.
A proposta da missão dialoga diretamente com desafios enfrentados por gestores e mantenedores. Sustentabilidade financeira, inovação curricular, formação docente e integração tecnológica aparecem como temas centrais em sistemas asiáticos. Esses países tratam educação como infraestrutura de desenvolvimento nacional.
Os participantes acompanharão como políticas públicas se desdobram em práticas escolares, modelos universitários e ambientes de pesquisa aplicada. “Ao dialogarmos com sistemas educacionais, práticas escolares e culturas acadêmicas distintas, ampliaremos repertórios, revitalizaremos certezsas e retornaremos com perguntas mais qualificadas sobre currículo, formação docente e futuro da escola”, observou Lara Crivelaro.
O contato direto com essas estruturas permite avaliar processos de gestão, métricas de qualidade e estratégias de internacionalização. Outro eixo relevante envolve a relação entre educação e mercado de trabalho. Ecossistemas asiáticos aproximam escolas, universidades e empresas de forma orgânica. Essa articulação impacta empregabilidade, produção científica e inovação tecnológica.
A iniciativa dialoga com a experiência recente da Missão UK 2026, que reuniu lideranças brasileiras em agendas acadêmicas e institucionais no Reino Unido, em janeiro, e gerou uma série de análises sobre internacionalização, inovação e gestão educacional. O portal educador21 foi convidado pela Efígie a integrar a delegação para realizar a cobertura jornalística da jornada, produzindo reportagens, entrevistas e bastidores.
Três cidades, três perspectivas de organização educacional
O roteiro começa em Kuala Lumpur, polo regional que reúne universidades internacionais, políticas consistentes de atração acadêmica e forte ambiente multicultural. A cidade demonstra como internacionalização pode ser política pública estruturada.
A etapa seguinte ocorre em Xangai, frequentemente analisada por seu desempenho educacional e pela integração entre dados, currículo e tecnologia. O ecossistema local revela como inovação pedagógica se conecta à gestão baseada em evidências.
A missão segue para Pequim, centro decisório que articula universidades de excelência, pesquisa científica e planejamento estatal. O contexto permite compreender como governança educacional se relaciona com estratégia nacional de desenvolvimento.
A programação inclui participação na Bett Ásia, encontro que reúne redes de ensino, edtechs, pesquisadores e formuladores de políticas. O evento amplia a leitura sobre tendências globais, soluções tecnológicas e novos modelos de aprendizagem.
Também estão previstas visitas institucionais e vivências culturais mediadas, sempre conectadas à análise educacional. Essas experiências ajudam a interpretar valores sociais, cultura escolar e expectativas formativas que sustentam os sistemas observados.
Ásia entra no radar estratégico da educação brasileira









