GEduc já recebe inscrições para sua 25ª edição e propõe discutir como gestores podem integrar inteligência humana, institucional e tecnológica diante dos novos desafios da educação
A liderança educacional vive uma nova fase. Em um cenário marcado pelo avanço da inteligência artificial, pela transformação digital e pela crescente complexidade da gestão escolar, liderar deixou de significar apenas administrar pessoas e processos. O desafio passa a ser integrar diferentes competências, tecnologias e conhecimentos para orientar decisões cada vez mais estratégicas nas instituições de ensino.
É esse debate que orientará a 25ª edição do GEduc-Congresso Brasileiro de Gestão Educacional. As inscrições já estão abertas para o encontro, que será realizado nos dias 31 de março, 1º e 2 de abril, no Pro Magno Centro de Eventos, em São Paulo. Ao celebrar um quarto de século de história, o congresso escolheu como tema “Orquestrar Inteligências. Liderar para uma nova Educação”, propondo uma reflexão sobre os saberes que sustentam a liderança contemporânea.
A proposta parte da compreensão de que nenhuma instituição responde sozinha aos desafios atuais da educação. O desenvolvimento das escolas depende da capacidade de conectar pessoas, cultura organizacional, dados, tecnologia e diferentes experiências em torno de objetivos comuns. Nesse contexto, o papel da liderança passa a ser o de criar conexões, estabelecer prioridades e transformar conhecimento em ação.
Ao longo de três dias, gestores escolares, mantenedores, especialistas e profissionais do setor discutirão tendências, estratégias e práticas capazes de apoiar decisões em um ambiente educacional marcado por mudanças aceleradas. O educador21, mais uma vez, é apoiador e parceiro de produção de conteúdo do evento.
Gestão escolar amplia o conceito de inteligência
O conceito que orienta a edição comemorativa amplia a maneira como a inteligência é compreendida dentro das organizações educacionais. Além do conhecimento humano, o GEduc propõe discutir o papel da inteligência institucional, construída por meio da cultura organizacional, dos processos e da experiência acumulada pelas escolas.
A inteligência tecnológica também integra essa reflexão. Em vez de substituir pessoas, ela aparece como instrumento para ampliar a capacidade de analisar informações, apoiar decisões e desenvolver novas formas de ensinar, aprender e gerir. A proposta do congresso é discutir como essas diferentes dimensões podem atuar de forma complementar.
Segundo a organização, orquestrar inteligências significa reconhecer o valor de cada uma delas e construir relações capazes de fortalecer as decisões pedagógicas e administrativas das instituições. A liderança deixa de concentrar respostas individuais para assumir a função de integrar competências diversas diante de cenários cada vez mais complexos.
Congresso completa 25 anos acompanhando a evolução da gestão
Ao longo de sua trajetória, o GEduc consolidou sua posição de um dos principais espaços de debate sobre gestão educacional no Brasil. O congresso reúne lideranças da educação básica e superior, mantenedores, gestores, especialistas e profissionais interessados em discutir os desafios que impactam a administração das instituições de ensino.
Durante esse período, o evento acompanhou mudanças importantes na educação brasileira, como a transformação digital das escolas, novas políticas educacionais, mudanças regulatórias, inovação pedagógica e profissionalização da gestão. A edição de 25 anos busca reunir essas experiências para discutir os próximos movimentos do setor. As inscrições já estão disponíveis no site oficial do congresso.
A programação completa será divulgada gradualmente pela organização. A expectativa é que os debates aprofundem temas relacionados à liderança, inovação, inteligência artificial, cultura organizacional e desenvolvimento institucional. A edição comemorativa pretende reunir profissionais de diferentes segmentos da educação para três dias de conferências, painéis e debates voltados aos desafios contemporâneos da gestão educacional.










