Competição nacional será realizada em Joinville e conecta tecnologia, cultura e aprendizagem. Educadores podem mobilizar estudantes para vivências internacionais e projetos autorais
O avanço da educação tecnológica nas escolas brasileiras ganha novo impulso com a abertura das inscrições para a etapa nacional de 2026 da World Robot Olympiad (WRO). A competição será realizada pela primeira vez na cidade de Joinville, consolidando o evento como uma oportunidade estratégica para que educadores incentivem seus alunos a aplicar conhecimentos de ciência, tecnologia e inovação em desafios práticos.
A etapa nacional acontecerá no dia 29 de agosto, no Centreventos Cau Hansen, reunindo equipes de todo o país. Voltada a crianças e jovens de 8 a 19 anos, a olimpíada propõe uma experiência educacional que vai além da competição, estimulando pensamento crítico, colaboração e resolução de problemas reais.
Com o tema “Robots Meet Culture”, a edição deste ano convida estudantes a explorarem a relação entre robótica e cultura, conectando tecnologia a contextos sociais, históricos e criativos. A proposta dialoga diretamente com a necessidade de tornar o ensino de STEM mais interdisciplinar e significativo.
Segundo André Brandão Sala, CEO da Robomind, organizadora da etapa brasileira, a expectativa é superar 150 equipes participantes, ampliando o alcance pedagógico da iniciativa e fortalecendo o protagonismo estudantil em projetos tecnológicos.
Competição como estratégia pedagógica ativa
A WRO é estruturada em categorias que permitem às escolas integrar a participação ao currículo e às atividades extracurriculares. Na Robomission, os estudantes desenvolvem robôs para cumprir circuitos e desafios em tempo real, exigindo domínio técnico aliado à tomada de decisão sob pressão.
Já a Future Innovators aproxima-se de uma feira científica, na qual as equipes elaboram projetos autorais e apresentam soluções robóticas conectadas ao tema da temporada para avaliação de jurados. A dinâmica favorece competências como argumentação, criatividade e comunicação científica.
A grande novidade de 2026 é a categoria RoboSports, em que equipes competem em partidas de “tênis de mesa” com robôs construídos pelos próprios alunos. A modalidade reforça o caráter lúdico da aprendizagem e amplia o interesse de estudantes que se engajam por meio da experimentação prática.
Ao transformar conceitos abstratos em aplicações tangíveis, a olimpíada se torna uma ferramenta relevante para escolas que desejam fortalecer metodologias ativas e projetos maker, promovendo integração entre teoria, prática e cultura digital.
Porta de entrada para experiências internacionais
Além do impacto pedagógico local, a etapa nacional também funciona como classificatória para dois eventos globais. As equipes selecionadas poderão representar o Brasil no Open Américas, que será realizado de 25 a 27 de setembro, na Califórnia, e na final mundial, marcada para 8 a 10 de dezembro, em Porto Rico.
Essa conexão internacional amplia o repertório dos estudantes e reforça a importância de experiências que integrem educação básica a desafios globais, preparando jovens para contextos colaborativos e multiculturais.
Com sede em Blumenau (SC), a Robomind já implementou projetos de educação tecnológica em mais de mil escolas brasileiras, impactando mais de 300 mil estudantes. A iniciativa conta com apoio de parceiros globais como LEGO e RoboRobo, reforçando a articulação entre educação, indústria criativa e inovação.
Ao incentivar a participação em olimpíadas científicas, escolas ampliam as possibilidades de aprendizagem significativa, transformando competições acadêmicas em ambientes de experimentação, autoria e desenvolvimento de competências essenciais para o século 21.










