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Iniciativas de diferentes regiões mostram como a escola pública pode ser espaço de inovação, pertencimento e transformação social

Em meio a tantos desafios enfrentados pela educação brasileira, o reconhecimento de professores que transformam suas realidades locais ganha ainda mais significado. A 4ª edição do Prêmio Toda Matéria Professor do Ano 2025, promovido pela plataforma Toda Matéria com apoio do Santander, Ciranda Cultural e Estante Virtual, destacou seis experiências inspiradoras que unem ciência, cidadania, cultura e inclusão em diferentes contextos do país.

O grande vencedor foi Rodrigo da Vitória Gomes, do Espírito Santo, criador de uma das únicas Feiras de Ciências realizadas em presídios de regime fechado no mundo. A iniciativa rompeu barreiras simbólicas e estruturais, levando a educação científica a um ambiente pouco associado à produção de conhecimento e inovação.

Mas o destaque não parou aí: educadores do Paraná, Tocantins, Pará e Roraima também receberam Menções Honrosas por projetos que promovem pertencimento, sustentabilidade, valorização cultural e proteção à infância — temas centrais para a construção de uma educação humanizada e contemporânea.

Essas histórias revelam o poder transformador do educador brasileiro, que, mesmo diante de limitações estruturais, encontra caminhos criativos e sensíveis para formar cidadãos conscientes e multiplicar valores de respeito, solidariedade e justiça social. Mais do que premiar boas práticas, o Prêmio Toda Matéria se consolida como um espaço de visibilidade e inspiração, incentivando gestores e redes de ensino a reconhecer e difundir experiências pedagógicas que nascem do chão da escola.

Foto: Freepik gerado com IA

A educadora Claudinéia Pereira de Carvalho e seu projeto “Seu corpo é um tesourinho” (Imagem: Arquivo pessoal)

Foto: Freepik gerado com IA

Professora Angrenni com o projeto “Raízes e Horizontes: conectando saberes do campo à cidade” (Imagem: Arquivo Pessoal)

Menções honrosas reconhecem projetos de impacto social e educacional

A professora Claudinéia Pereira de Carvalho, do Tocantins, recebeu Menção Honrosa com o projeto “Seu corpo é um tesourinho”, que aborda a prevenção do abuso sexual infantil em escolas públicas. Por meio de oficinas, rodas de conversa e materiais lúdicos, a educadora promove a conscientização e forma multiplicadores na comunidade escolar. “Quando a escola se compromete a falar sobre esse tema com cuidado e responsabilidade, ela ajuda a salvar vidas”, afirma.

No Paraná, duas educadoras se destacaram entre os homenageados. Adrieli Silva dos Reis Andreatta, de Campina Grande do Sul, lidera o projeto “Coleta de Resíduos Eletrônicos”, mobilizando estudantes, famílias e poder público em ações de sustentabilidade. Já Angrenni Simone da Silveira Assunção Orth, de União da Vitória, conduz o projeto “Raízes e Horizontes”, que valoriza a cultura e os saberes do campo por meio de produções artísticas e tecnológicas.

Também foram reconhecidas Ariete Moraes Rocha Ribeiro, do Pará, pelo projeto de robótica educacional que preserva a língua indígena Jê do Povo Gavião, e Luciene Moreira da Silva, de Roraima, com o projeto “Roraima Sensorial”, que promove inclusão e educação ambiental com materiais acessíveis e táteis.

Essas iniciativas, vindas de diferentes regiões do país, mostram que a inovação educacional não está restrita à tecnologia ou aos grandes centros urbanos, mas à capacidade dos educadores de enxergarem na escola pública um espaço de transformação e pertencimento.

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