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Programa da Fundação Otacílio Coser expande parceria com a SME-Rio e aposta em protagonismo juvenil, competências socioemocionais e projetos de vida nas escolas públicas

O avanço das discussões sobre saúde emocional, engajamento estudantil e permanência escolar tem levado redes públicas a buscar modelos educacionais mais conectados à realidade dos jovens. Em meio a esse cenário, programas voltados ao protagonismo estudantil e à construção de projetos de vida começam a ganhar espaço como estratégias para fortalecer vínculos, ampliar repertórios e estimular a participação dos estudantes dentro da escola.

No Rio de Janeiro, esse movimento ganhou novo fôlego com a expansão do Programa Escolaí, iniciativa da Fundação Otacílio Coser desenvolvida em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (SME) do Rio de Janeiro. Em 2026, o projeto passa a atender 61 escolas públicas da capital carioca e deve impactar cerca de 27 mil estudantes do Ensino Fundamental II, consolidando a maior participação da rede municipal desde o início da parceria, em 2024.

A proposta do programa combina educação integral, competências socioemocionais e aprendizagem colaborativa por meio de uma metodologia baseada em gincana cultural. A dinâmica estimula trabalho em equipe, resolução de problemas, criatividade e participação ativa dos estudantes em desafios ligados à convivência, cidadania e construção de trajetórias pessoais e profissionais.

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O crescimento da iniciativa também reflete uma preocupação crescente das redes de ensino com os anos finais da educação básica. Nessa etapa, escolas enfrentam desafios relacionados ao engajamento, evasão e conexão dos adolescentes com os processos de aprendizagem. A ampliação do Escolaí acontece em um contexto no qual diferentes programas educacionais passaram a priorizar escuta, pertencimento e desenvolvimento humano.

De acordo com Ana Flávia de Sá, superintendente da Fundação Otacílio Coser, o programa surgiu para fortalecer o protagonismo juvenil dentro das escolas públicas. “O Programa Escolaí nasce da necessidade real dos jovens de se reconhecerem como protagonistas das próprias trajetórias. Quando a escola cria espaço para escuta, participação e construção coletiva, fortalece vínculos, amplia perspectivas e contribui para que esses estudantes consigam projetar novos futuros possíveis para si”, afirmou.

Protagonismo juvenil ganha espaço nas redes públicas

A expansão do programa no Rio acompanha um movimento mais amplo observado em políticas de educação integral. Cada vez mais, redes públicas têm buscado iniciativas capazes de articular desenvolvimento acadêmico, competências socioemocionais e preparação para o mundo do trabalho sem perder de vista o contexto social dos estudantes.

De acordo com a Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, a parceria com o Escolaí começou em 2024, com 45 unidades escolares. Em 2026, o número cresceu cerca de 36%, chegando a 61 escolas participantes. No último ciclo, duas escolas da rede carioca foram reconhecidas nacionalmente pelo programa: a GET Belmiro Medeiros e a GET Dunshee de Abranches, ambas localizadas na Ilha do Governador.

Elizabeth Gil, gerente de Educação Integral da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, disse que a ampliação do programa reforça a importância das parcerias entre escolas públicas e organizações da sociedade civil. “O Programa Escolaí é muito importante para a nossa rede, especialmente por fortalecer a parceria entre a escola e a sociedade civil. Temos ampliado essa atuação por acreditarmos no desenvolvimento integral dos estudantes, com iniciativas que enriquecem a formação e ampliam repertórios”, destacou.

A gestora também afirmou que a expansão do projeto demonstra impactos tanto na aprendizagem quanto no desenvolvimento de competências socioemocionais. Segundo Elizabeth, a iniciativa ajuda a fortalecer o engajamento dos estudantes nos anos finais da educação básica, etapa considerada mais desafiadora pelas redes públicas.

O ciclo de 2026 foi iniciado oficialmente durante evento realizado no Planetário do Rio, reunindo estudantes, professores e gestores da rede municipal. A programação contou com apresentação da Orquestra Jovem de Itaguaí e atividades voltadas à integração e apresentação das missões do programa.

Ao longo de duas décadas de atuação, o Escolaí já impactou mais de 243 mil estudantes. Em 2026, a expectativa é alcançar mais de 55 mil jovens em 105 escolas públicas distribuídas entre Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo.

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