Skip to main content

Palco Future-U reúne especialistas para discutir aprendizagem, pensamento crítico, cultura digital e novas relações profissionais

A relação entre educação e inteligência artificial estará no centro das discussões do palco Future-U, um dos espaços do Rio2C 2026. A programação reunirá pesquisadores, educadores e profissionais da indústria criativa para analisar como a transformação digital altera processos de aprendizagem, relações de trabalho e construção de identidades.

Realizado entre os dias 26 e 31 de maio, na Cidade das Artes, o evento propõe uma reflexão ampla sobre os desafios humanos em uma sociedade cada vez mais conectada. O palco Future-U organizará seus debates em quatro grandes eixos, conectando inteligência artificial, cultura digital, educação, subjetividade e carreiras fluidas.

A proposta do espaço é ampliar a discussão sobre o papel da educação em um cenário marcado pela aceleração tecnológica e pela mudança constante das relações sociais. Os debates pretendem analisar como escolas, universidades e empresas podem responder às novas exigências cognitivas e emocionais da sociedade contemporânea.

A programação também discutirá alfabetização midiática, soberania cognitiva, pensamento crítico e os impactos da hiperexposição digital sobre crianças, adolescentes e profissionais. Outro objetivo é aproximar especialistas de diferentes áreas para construir uma visão mais integrada sobre aprendizagem, inovação e desenvolvimento humano. Os ingressos poder ser adquiridos neste link.

Educação e inteligência artificial transformam a aprendizagem

Entre os destaques da programação está o painel “O aprendiz e as máquinas companheiras”, que discutirá os impactos da inteligência artificial sobre experiências educativas e vínculos humanos. Participam da conversa Fernanda Bruno, Luciano Meira, Felipe Azevedo e Giselle Santos.

O debate abordará como a IA modifica práticas pedagógicas, relações afetivas e formas de aprendizagem. Os especialistas também refletirão sobre a responsabilidade de educadores, pesquisadores e desenvolvedores na construção de ambientes digitais mais humanos e equilibrados.

Outro destaque será o painel “Code of meaning: novos códigos, novas alfabetizações”, que discutirá os desafios da leitura crítica em uma sociedade mediada por novas linguagens digitais. Participam da conversa João Alegria, Karla Soares e Januária Cristina Alves.

O painel discutirá alfabetização visual, midiática, cultural e afetiva em um contexto marcado pela circulação acelerada de informações. A proposta é analisar como preparar jovens para interpretar criticamente o mundo sem perder referências ligadas à diversidade, pertencimento e equidade social.

Pensamento crítico e soberania cognitiva entram no debate

As discussões do Future-U também abordarão os impactos cognitivos da inteligência artificial sobre memória, atenção, imaginação e autonomia intelectual. O tema será discutido no painel “Soberania Cognitiva na Era da IA”, conduzido por Vanessa Mathias e Paula Martini.

As especialistas analisarão os riscos da dependência tecnológica e os efeitos da automação sobre a capacidade humana de pensar criticamente. O debate partirá do estudo “Soberania Cognitiva na Era da IA”, desenvolvido pela White Rabbit, que investiga os impactos sociais e subjetivos do avanço das tecnologias digitais.

O palco também abrirá espaço para reflexões sobre saúde mental, criatividade e novas dinâmicas profissionais. Em “Conversas no aquário: o futuro do trabalho criativo”, o público participará diretamente do debate por meio da dinâmica “fishbowl”.

A conversa será iniciada por Roberto Sciortino e Clariza Rosa. O encontro discutirá os impactos da dissolução das fronteiras entre vida pessoal e profissional, além das pressões emocionais geradas pela lógica contemporânea de produtividade. A proposta é refletir sobre novas formas de organização do trabalho e seus efeitos sobre relações humanas e saúde emocional.

Criatividade, brincar e justiça algorítmica ganham espaço

A programação do Future-U também destacará experiências ligadas à criatividade, ao brincar e à aprendizagem prática. João Wilbert conduzirá atividades voltadas ao desenvolvimento de pensamento criativo e inovação por meio de experiências interativas.

As oficinas propõem inverter a lógica tradicional do “pensar antes de fazer”, utilizando práticas manuais e atividades lúdicas como ferramentas para estimular imaginação e resolução de problemas. A proposta busca reforçar o valor da experimentação em processos educativos e profissionais cada vez mais marcados pela complexidade e pela necessidade de adaptação constante.

Outro tema presente será justiça algorítmica. O painel “A liga da justiça algorítmica” reunirá Débora Pio e Marcos Oli para discutir como algoritmos reproduzem desigualdades e influenciam comportamentos sociais.

O debate analisará como dados, plataformas digitais e inteligência artificial impactam acesso à informação, relações culturais e construção de narrativas sociais. A programação ainda abordará adolescência, hiperexposição digital e saúde emocional nas indústrias criativas, ampliando a discussão sobre os efeitos humanos da transformação tecnológica.

Compartilhe: