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Na Coluna do LIV, especialistas analisam como competências socioemocionais, inteligência artificial e cidadania digital estão redefinindo o cotidiano da escola

Falar sobre educação em 2026 é, antes de tudo, falar sobre o cotidiano de quem está na escola todos os dias. Afinal, as grandes tendências só se tornam reais quando chegam no planejamento das aulas, nas conversas com os estudantes, nos conflitos mediados e nas escolhas pedagógicas.

Os conteúdos clássicos continuam sendo a base da educação. A língua portuguesa, a matemática, as ciências e todas as áreas do conhecimento seguem estruturando o pensamento. Mas já não bastam sozinhos. O mundo que atravessa a escola é hiperconectado, emocionalmente complexo e tecnologicamente acelerado.

Nesse cenário, alguns movimentos vêm se consolidando no contexto escolar: o fortalecimento das competências socioemocionais, a integração ética das tecnologias e uma formação em cidadania digital. Hoje em dia, esses eixos vão além de serem uma simples tendência, mas redefinem, também, o papel do educador e do estudante em sala de aula.

Confira mais sobre eles abaixo!

As habilidades socioemocionais são mais importantes do que nunca

A sala de aula não é mais apenas um espaço de transmissão de conteúdo. Ela se consolida, cada vez mais, como um território de escuta, convivência e construção coletiva de significado.

Na prática, isso significa que o professor passa a atuar cada vez mais como mediador de processos: é ele quem ajuda o estudante a interpretar o mundo, a reconhecer as emoções, a lidar com frustrações e a transformar informação em reflexão.

Só que, durante muito tempo, essas habilidades foram vistas como complementares ao currículo. Hoje em dia, as competências socioemocionais deixaram de ser um diferencial e viraram o centro do processo de aprendizagem.

Como aponta a especialista pedagógica do LIV, Beatriz Gonçalves, em suas visitas em escolas pelo Brasil, a demanda por competências socioemocionais não vem apenas das famílias, mas principalmente dos alunos. Eles sentem a necessidade de aprender a ocupar um mundo em constante transformação.

Quando essa necessidade se torna explícita na rotina escolar, ela deixa de ser tendência e passa a ser responsabilidade pedagógica. Foi a partir desse entendimento que o LIV surgiu: com o propósito de integrar o desenvolvimento socioemocional à rotina pedagógica de forma intencional e contínua, como parte do currículo e da cultura escolar.

A inteligência artificial como ferramenta pedagógica

A presença da inteligência artificial na escola não é mais uma possibilidade futura. Já está acontecendo.

As ferramentas de IA podem ajudar no planejamento das aulas, personalizar trilhas de aprendizagem, apoiar correções e oferecer feedbacks mais ágeis. Isso tudo pode otimizar o tempo do professor e ampliar as estratégias pedagógicas.

Mas há algo que a tecnologia não substitui: o vínculo. Como reforça Beatriz Gonçalves, a IA não ocupa a principal função do educador, que é despertar, por meio do conhecimento, o desejo de agir e transformar o mundo.

Por isso, o desafio não é resistir à tecnologia nem adotá-la de forma indiscriminada. O desafio é formar professores e estudantes para compreendê-la criticamente.

É nesse ponto que o Dia Lab, iniciativa parceira do LIV, nasceu.

Dia Lab: inteligência artificial com intencionalidade educativa

O Dia Lab não é um espaço para ensinar ferramentas de forma instrumental. É um laboratório de diálogo entre inteligências — individual, artificial e coletiva.

A proposta é preparar educadores e estudantes para:

  • entender como a IA funciona;
  • identificar seus limites e vieses;
  • utilizá-la com propósito;
  • tomar decisões conscientes em ambientes automatizados.

Com o Dia Lab, a tecnologia caminha junto com o desenvolvimento das competências socioemocionais. Até porque, usar IA exige pensamento crítico, responsabilidade, ética e discernimento…

Mas a decisão final continua sendo humana!

A cidadania digital começa na mediação adulta

Aqui, é importante destacar que não basta que crianças e adolescentes saibam usar plataformas. Eles precisam compreender como as informações circulam, como os algoritmos influenciam percepções e quais impactos suas ações geram no ambiente online.

A cidadania digital passa a ser parte da formação integral. E aqui, novamente, o papel do educador é extremamente relevante.

É ele quem cria espaços de diálogo sobre conflitos virtuais, sobre discurso de ódio e sobre responsabilidade coletiva. É ele quem ajuda o estudante a perceber que o mundo digital não é separado do mundo real, mas sim uma extensão dele.

Para nós do LIV, a cidadania digital não é um tema isolado, mas está integrada às competências socioemocionais e ao pensamento crítico. Nós acreditamos que isso forma uma base sólida para a atuação ética em qualquer ambiente.

Se há algo que as tendências de 2026 deixam claro é que a educação não caminha para a substituição do humano pela tecnologia, mas sim para o aprofundamento das relações humanas em um mundo tecnológico.

E nesse contexto o educador se torna ainda mais importante. Ele é a referência que sustenta limites, amplia repertórios, provoca reflexão e constrói comunidades.

Vamos continuar essa conversa?

Foto: Divulgação LIV

Esses temas (competências socioemocionais, inteligência artificial na escola, cidadania digital e o papel do educador) estarão no centro do primeiro Encontro com o Especialista LIV do ano.

Contaremos com a participação da Vanessa Cavalieri, juíza, embaixadora do LIV e uma das principais vozes do país quando o assunto é infância, adolescência e responsabilidade no ambiente digital.

**Se você é educador e quer participar dessa conversa com a gente, inscreva-se **aqui!

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