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Projeto do Paraná mostra como dispositivos conectados, gestão centralizada e uso de dados podem fortalecer o ensino e apoiar professores e gestores

A transformação digital na educação pública entra em uma nova etapa quando tablets, Chromebooks, telas interativas e plataformas de gestão deixam de funcionar como tecnologias isoladas e passam a integrar um mesmo ecossistema. Mais do que ampliar o acesso a equipamentos, a proposta é conectar a experiência de aprendizagem à infraestrutura tecnológica e à gestão da rede, criando ambientes em que diferentes soluções trabalham de forma articulada.

Um dos exemplos apresentados recentemente pela Samsung é o projeto de modernização tecnológica desenvolvido pela Secretaria de Estado da Educação do Paraná (SEED/PR), iniciado em 2021 por meio de contratação pública. A iniciativa reúne aproximadamente 50 mil tablets, 55 mil Chromebooks e mais de 5 mil Samsung Interactive Displays (e-Boards) instalados em salas de aula, além de soluções de gerenciamento utilizadas pela rede estadual.

A presença dos e-Boards acrescenta uma dimensão colaborativa ao uso da tecnologia em sala de aula. As telas interativas permitem aproximar o ambiente escolar da realidade digital dos estudantes, enquanto a integração com outros dispositivos amplia as possibilidades de participação e compartilhamento de conteúdos. Nesse modelo, o caráter inovador está menos em cada equipamento individualmente e mais na capacidade de fazê-los atuar de forma conectada.

Mais do que o volume de dispositivos, o caso do Paraná evidencia uma discussão recorrente entre gestores educacionais: a tecnologia produz resultados mais consistentes quando faz parte de uma política integrada de transformação digital. Isso significa conectar infraestrutura, formação, segurança dos equipamentos, suporte técnico e ferramentas capazes de acompanhar a rotina das escolas.

Nesse contexto, empresas de tecnologia passaram a desenvolver soluções específicas para o setor educacional, combinando hardware, softwares de gerenciamento e plataformas colaborativas. A Samsung apresenta seu ecossistema conectado como uma dessas alternativas utilizadas por instituições públicas e privadas para estruturar ambientes de aprendizagem mais integrados.

“Acreditamos que a transformação digital da educação acontece quando a tecnologia é integrada ao dia a dia das escolas de forma segura, simples e eficiente. Nosso ecossistema foi desenvolvido para apoiar professores, alunos e gestores, oferecendo dispositivos conectados e uma plataforma de gerenciamento que torna a experiência educacional mais personalizada e produtiva”, afirmou Kauê Melo, diretor sênior de B2B da Samsung.

Transformação digital na educação pública começa pela integração

Durante muito tempo, programas de tecnologia educacional foram associados principalmente à entrega de computadores ou tablets para estudantes. Entretanto, a presença dos equipamentos, isoladamente, não resolve os desafios pedagógicos nem garante uma utilização contínua da tecnologia nas escolas.

O projeto desenvolvido no Paraná parte justamente da integração entre diferentes dispositivos e ambientes digitais. Tablets e Chromebooks atendem atividades pedagógicas distintas, enquanto os Samsung Interactive Displays (e-Boards) ampliam as possibilidades de colaboração em sala de aula e plataformas de gerenciamento ajudam a organizar o funcionamento de milhares de equipamentos distribuídos pela rede.

Essa integração permite pensar a tecnologia para além do dispositivo individual. Em uma sala de aula, por exemplo, a tela interativa pode funcionar como ponto de colaboração para conteúdos acessados ou produzidos em outros equipamentos. Na gestão, por sua vez, ferramentas de gerenciamento permitem administrar uma infraestrutura que se estende por diferentes escolas e perfis de uso.

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Essa visão de ecossistema também esteve presente na participação da Samsung em eventos como a Bett Brasil 2026, onde a empresa estruturou sua presença a partir da jornada educacional completa, da Educação Infantil ao Ensino Superior. A proposta apresentada foi mostrar como dispositivos, displays, monitores e soluções de gerenciamento podem atuar de maneira integrada conforme as necessidades de estudantes, professores e equipes administrativas.

A mesma discussão ganhou espaço internacional durante a ISTELive 2026, nos Estados Unidos, quando a empresa apresentou novos recursos de inteligência artificial para displays interativos voltados ao ambiente escolar. Entre as funcionalidades demonstradas estavam ferramentas de transcrição, resumo de aulas, criação de avaliações formativas e personalização do acesso dos professores aos equipamentos compartilhados.

Embora cada rede possua necessidades próprias, o ponto comum entre essas iniciativas é a tentativa de reduzir a fragmentação tecnológica. Em vez de múltiplos sistemas desconectados, cresce o interesse por ambientes em que dispositivos e plataformas compartilhem informações e simplifiquem a rotina de quem ensina e de quem administra a infraestrutura escolar.

Gestão inteligente amplia o apoio às escolas conectadas

Se a tecnologia modifica a experiência de aprendizagem, ela também transforma profundamente a gestão educacional. Redes públicas que administram milhares de equipamentos enfrentam desafios relacionados à configuração dos dispositivos, controle de acesso, atualização de sistemas, manutenção e proteção dos dados utilizados pela comunidade escolar.

No caso apresentado pela Samsung sobre a rede estadual do Paraná, a plataforma Samsung Knox aparece como uma das ferramentas responsáveis pelo gerenciamento centralizado dos dispositivos. Segundo a empresa, a solução permite configurar equipamentos remotamente, definir permissões de uso, monitorar dispositivos e reduzir parte da complexidade operacional enfrentada pelas equipes de tecnologia.

Esse tipo de gerenciamento ganha relevância especialmente em redes de grande escala. Quando centenas ou milhares de escolas utilizam equipamentos conectados, processos que antes dependiam de intervenções presenciais passam a ser realizados de forma remota, contribuindo para maior agilidade na administração da infraestrutura tecnológica.

Outro aspecto destacado pela empresa é o potencial do acompanhamento de dados gerados pela utilização dos dispositivos. Informações sobre uso, disponibilidade e funcionamento dos equipamentos podem auxiliar gestores na identificação de necessidades operacionais e no planejamento de investimentos relacionados à infraestrutura digital.

É importante destacar, entretanto, que os dados tecnológicos não substituem as decisões pedagógicas. Eles funcionam como instrumentos de apoio à gestão, oferecendo informações que ajudam redes de ensino a compreender melhor o funcionamento de sua infraestrutura e a criar condições mais adequadas para que professores desenvolvam seu trabalho.

O projeto desenvolvido pela SEED/PR ilustra como a transformação digital na educação pública vem sendo associada a uma estratégia de longo prazo que reúne tecnologia, conectividade e organização da infraestrutura escolar. Vai além de discutir qual equipamento utilizar – o debate passa a envolver como diferentes tecnologias podem trabalhar juntas para apoiar professores, ampliar oportunidades de aprendizagem e tornar a gestão tecnológica mais eficiente em benefício de toda a comunidade educacional.

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