Skip to main content

Painel na Bett Brasil discute estratégias para enfrentar conflitos nas escolas, com comunicação, valorização cultural e socioemocional no currículo

Diante dos desafios que as escolas enfrentam para tratar resolução de conflitos, o painel “Desafios da qualidade da convivência na escola: conflitos, violências e caminhos de transformação”, no espaço Aquário, abordaram novas estratégias para reduzir os problemas de convivência nas escolas.

Refletindo sobre o papel da escola nesse contexto, Telma Vinha, professora da Faculdade de Educação da Unicamp, disse que nesse momento o trabalho que precisa ser desenvolvido é com foco em transformação e não em formação.

“A comunicação não violenta é uma mudança de vida e de percepção que tem que vir da cultura da instituição passando por todos os funcionários, gestores e professores, até chegar aluno. O passo é individual e coletivo ao mesmo tempo”, afirmou.

Escuta ativa é ponto central da discussão sobre transformação

A professora ainda ressaltou a necessidade de que a escola desenvolva espaços seguros para diálogo. “É inviável para um professor que atende várias turmas de anos diferentes olhar para todos os alunos, mas é possível fazer um mapeamento para entender quem são os estudantes que estão mais invisíveis e como aproximá-los. Isso pode ser feito por meio de mas círculos de conversa uma vez por mês, por exemplo”, explicou.

Patricia Auerbach, CEO da Redelê, ressalta que o mesmo exercício vale para os educadores, comentando que o primeiro passo para essa mudança é começar a olhar para o ambiente escolar com uma visão de comunidade.

“Vemos todos os dias educadores adoecidos pelo peso das responsabilidades que carregam, por isso é cada vez mais importante cuidarmos uns dos outros. Um professor que se sente acolhido entende o que é acolher.”

Práticas culturais e cuidado com socioemocional devem ser parte do currículo escolar

A valorização da cultura no ambiente escolar é um elemento central para fortalecer vínculos, promover pertencimento e ampliar as possibilidades de aprendizagem dos estudantes. Ao integrar essas prática no cotidiano pedagógico, a escola cria condições mais favoráveis para o desenvolvimento integral dos alunos, indo além do conteúdo acadêmico e incorporando dimensões sociais e emocionais no processo educativo.

Anabelle Veloso, diretora Pedagógica do Colégio GGE, discorreu sobre criar um movimento de valorização cultural dentro da proposta pedagógica de desenvolvimento de novas habilidades nos alunos. “Na educação temos uma tendência de pensar em um formato de projeto, só que projeto tem começo meio e fim. Já o movimento não, por isso a ideia é fazer com que essa prática entre no currículo de forma flutuante, trazendo um olhar de sensibilidade para a cultura”, comentou.

A diretora pedagógica ainda afirmou que não devemos olhar para o cuidado socioemocional e a consistência de resultado como práticas pedagógicas distantes. “A excelência acadêmica só é possível quando oferecemos o suporte emocional necessário para os estudantes. Quando olhamos apenas para o currículo básico muitas vezes não descobrimos o potencial que aquele aluno tem ou do que ele precisa”, disse.

Compartilhe:

Leave a Reply