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Maior reconhecimento da educação básica brasileira amplia prazo e estreia categoria voltada à liderança escolar na edição de 2026

Professores, coordenadores e gestores escolares ganharam mais tempo para participar de uma das principais iniciativas de valorização da educação básica no país. O Prêmio Educador Nota 10 prorrogou as inscrições da sua 28ª edição. O novo prazo vai até 12 de junho, ampliando a oportunidade para que profissionais de escolas públicas e privadas apresentem projetos desenvolvidos ao longo de 2025.

Realizada pelo Instituto Somos, em parceria com o Ministério da Cultura e o Governo Federal por meio da Lei Rouanet, a premiação reconhece práticas educacionais que contribuem para a melhoria da aprendizagem e para a transformação das escolas brasileiras. As inscrições são gratuitas e contemplam iniciativas da Educação Infantil ao Ensino Médio, incluindo a Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Ao longo de quase três décadas, o prêmio consolidou-se como uma vitrine para experiências pedagógicas capazes de inspirar educadores em diferentes regiões do país. A edição de 2026 marca um novo momento da iniciativa ao ampliar o reconhecimento para profissionais que atuam diretamente na liderança escolar.

A novidade acompanha um movimento crescente de valorização da gestão educacional. Em um cenário que exige articulação entre aprendizagem, inclusão, formação docente e inovação, diretores e vice-diretores passam a ter uma categoria própria para apresentar projetos que demonstrem impacto na organização pedagógica e nos resultados educacionais.

Segundo Guilherme Mélega, presidente do Instituto Somos, a ampliação do prêmio reflete a importância da liderança escolar para a construção de ambientes de aprendizagem consistentes. “Já ultrapassamos 90 mil ações inscritas e 288 educadores reconhecidos, com mais de R$ 3 milhões distribuídos em premiações. Agora, a iniciativa amplia seu alcance ao valorizar também a atuação fundamental dos gestores”, disse.

Nova categoria destaca liderança e gestão escolar

A principal novidade do Prêmio Educador Nota 10 em 2026 é a criação da categoria Gestor Escolar, destinada a diretores e vice-diretores que desenvolveram projetos voltados à melhoria da aprendizagem e ao fortalecimento da gestão pedagógica.

Os participantes deverão apresentar iniciativas relacionadas à formação continuada de profissionais, avaliação da aprendizagem, organização do trabalho pedagógico, articulação com a comunidade e promoção da equidade. Os três melhores projetos serão premiados, e o primeiro colocado receberá o título de Gestor do Ano.

Para professores e coordenadores, a premiação mantém o foco em projetos alinhados aos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 das ONU. As iniciativas concorrem nos eixos Direitos Humanos, Inovação e Tecnologia e Sustentabilidade. Entre os vencedores dessas categorias será escolhido o Educador do Ano.

Os primeiros colocados receberão premiações em dinheiro de até R$ 25 mil, além de bolsas de pós-graduação, acesso a plataformas de formação continuada e soluções educacionais voltadas ao desenvolvimento profissional. As escolas dos vencedores do título de Educador do Ano e Gestor do Ano também receberão doações no valor de R$ 25 mil.

A trajetória do prêmio demonstra o alcance das experiências reconhecidas em diferentes contextos educacionais. Na edição de 2025, os projetos vencedores abordaram temas ligados à sustentabilidade, inovação pedagógica e promoção da diversidade, evidenciando como a escola pode atuar na transformação social.

  • SustentabilidadeGustavo Santos Bezerra, professor da Escola Técnica Estadual Professor Paulo Freire, em Carnaíba (PE), conquistou o título de Educador do Ano com o projeto Dos resíduos aos recursos. A iniciativa mobilizou estudantes na busca por soluções para o reaproveitamento de resíduos gerados por casas de farinha da comunidade, utilizando a abordagem STEAM para desenvolver protótipos e alternativas sustentáveis.
  • Inovação e TecnologiaPriscila Fabiana Rodrigues Terêncio, da Escola Estadual Ângelo Scarabucci, em Franca (SP), foi reconhecida pelo projeto Chegadas e partidas: histórias que se conectam. A proposta utilizou recursos audiovisuais e produção de documentário para resgatar memórias da escola e do bairro, fortalecendo o sentimento de pertencimento e a relação entre comunidade e ambiente escolar.
  • Direitos HumanosRenata Moura dos Santos, da Escola Municipal de Educação Infantil Parque Bologne, em São Paulo (SP), venceu com o projeto Pra ver se me enxergo!. Voltada à Educação Infantil, a iniciativa promoveu reflexões sobre identidade, diversidade étnico-racial e educação antirracista por meio de atividades artísticas, literárias e culturais.

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