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Premiação nacional reconhece projetos de professores e gestores que transformam aprendizagem, gestão escolar, inclusão e sustentabilidade na educação brasileira

Projetos que nasceram dentro das escolas, responderam a desafios reais e mobilizaram comunidades inteiras ganharam protagonismo durante a Bett Brasil 2026. A cerimônia de entrega do Prêmio Educador Transformador, nesta quarta, dia 6, reuniu educadores de diferentes regiões do país para reconhecer iniciativas que unem inovação, impacto social e transformação educacional, reforçando o papel da escola como espaço de criação de soluções concretas para os desafios contemporâneos.

Realizado pela Bett Brasil, Sebrae e Instituto Significare, o prêmio chegou à sua terceira edição consolidado como uma das principais iniciativas de valorização de práticas inovadoras na educação brasileira. Em 2026, a premiação registrou engajamento recorde, com 6.639 participantes, entre inscrições individuais e trabalhos desenvolvidos em equipe por professores e gestores educacionais de todo o país.

Mais do que premiar projetos, o encontro reforçou uma discussão que atravessa toda a Bett Brasil 2026: inovação educacional não depende apenas de tecnologia, mas da capacidade de transformar problemas cotidianos em experiências de aprendizagem, acolhimento e desenvolvimento social. Ao longo da cerimônia, ficou evidente que muitos dos projetos surgem justamente da escuta ativa das necessidades das comunidades escolares.

Para Wellington Cruz, presidente do Instituto Significare, a proposta do prêmio é ampliar o repertório de possibilidades dentro da educação. “Se queremos trazer inovação de verdade, consistente, a gente também precisa mostrar ao educador novas possibilidades, novos caminhos. O prêmio abre um portal para que eles entendam que inovação pode ir além dos muros da escola e da sala de aula”, afirmou.

A diretora de conteúdo da Bett Brasil, Adriana Martinelli, destacou que a iniciativa busca reconhecer o protagonismo de quem vivencia os desafios da educação diariamente. “Mais do que reconhecer boas práticas, o Prêmio Educador Transformador valoriza ideias e o olhar de quem enfrenta, todos os dias, os desafios da educação. Nosso objetivo é impulsionar mudanças concretas e inspirar professores e gestores”, disse.

Educação transformadora nasce da prática e da escuta

A premiação contemplou projetos alinhados a três grandes categorias: Inovação Pedagógica e Metodologias Ativas, Gestão Educacional Transformadora e Inclusão e Sustentabilidade na Educação. Todas as iniciativas passaram por etapas estaduais antes de chegarem à fase nacional realizada durante a Bett Brasil.

Entre os projetos reconhecidos, aparecem temas que atravessam os debates atuais da educação brasileira, como inteligência artificial, personalização da aprendizagem, gestão baseada em dados, sustentabilidade e inclusão de populações historicamente invisibilizadas. Em comum, as iniciativas apresentaram soluções conectadas à realidade das escolas e construídas a partir das necessidades concretas dos estudantes.

Na categoria Inovação Pedagógica e Metodologias Ativas, o vencedor foi Maxwell Melo da Silva, de Alagoas, com o projeto “Laboratório de IA Pedagógica + Programa Avança Belo Monte”. A proposta articula formação docente, uso orientado de inteligência artificial e trilhas adaptativas de aprendizagem para estimular protagonismo estudantil e competências empreendedoras.

Já na categoria Gestão Educacional Transformadora, João Carlos Carneiro, de São Paulo, venceu com uma proposta baseada em automação de processos, reorganização pedagógica e uso estratégico de tecnologias como biometria, QR codes e chatbots. A lógica do projeto busca reduzir tarefas burocráticas e devolver tempo às equipes escolares para ações de acolhimento e planejamento pedagógico.

Inclusão, território e pertencimento ganham espaço no debate

A categoria Inclusão e Sustentabilidade na Educação trouxe um dos projetos mais conectados aos desafios territoriais do país. A vencedora foi Thaini Maiara Pereira Alves, do Amazonas, com o projeto “Observatório da Estiagem”, que transforma estudantes ribeirinhos em pesquisadores responsáveis pelo monitoramento do nível de rios e poços em comunidades isoladas.

A iniciativa alia letramento científico, uso de tecnologia e desenvolvimento local ao criar possibilidades de permanência dos jovens em seus territórios por meio da pesquisa e da produção de dados ambientais. O projeto também estabelece parcerias com órgãos públicos e instituições locais para ampliar o alcance das ações.

Durante a cerimônia, o escritor e palestrante Daniel Munduruku reforçou o papel dos educadores como agentes permanentes de transformação social. “Os professores precisam se entender como rios que correm, águas fluidas renováveis em si mesmos”, afirmou, ao compartilhar reflexões sobre sua trajetória e a importância da escola em sua formação.

Ao reconhecer experiências desenvolvidas em diferentes contextos sociais e regionais, o Prêmio Educador Transformador reforça uma percepção cada vez mais presente nos debates da Bett Brasil 2026: as respostas mais relevantes para a educação podem surgir justamente das escolas, dos professores e das comunidades que convivem diariamente com os desafios da aprendizagem.

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