Especialistas defendem novas mentalidades, acolhimento e senso de comunidade como caminhos para transformar a aprendizagem
Convidando os educadores a pensarem em novos caminhos para a educação, o painel “Novas mentalidades para a transformação educacional: pontos de alavancagem para inovação”, no espaço Aquário, discutiu sobre os processos de transformação e criação de novas mentalidades que a escola precisa desenvolver para ser um ponto de apoio a sociedade.
George Stein, fundador do Pedagog.IA e colunista no educador21, à frente da Coluna Transformação Continuada, refletiu que não existe ponto de alavancagem para inovação sem um apoio fixo, o meu é a escola. O desafio é aterrizar essas novas mentalidades no caminho de inovação que já existe. A mentalidade seja talvez assumirmos coisas que a gente já sabe. Os docentes não estão entregando só conteúdo, mas sim experiências.
Ana Paula Gaspar, especialista em Tecnologias Educacionai, destacou a importância que a escola desenvolva uma mentalidade de ensino e avaliação baseada em projeto de vida. “Precisamos criar novas formas de avaliação que demonstrem que existe mais de um jeito de medir o processo de aprendizagem. Isso nos ajudará a mostrar para as famílias que a escola é mais do que um lugar que prepara o aluno para o vestibular e que o estudante formado para a vida também é um estudante preparado para o Enem”, afirmou.

Saúde emocional e senso de comunidade ganham centralidade no ambiente escolar
Além das discussões sobre inovação, o debate também trouxe reflexões sobre os impactos emocionais do atual momento social em que vivemos. Márcio Krauss, professor de Ciências Humanas, refletiu durante o painel “Todas as Inteligências, Um Mesmo Desafio: Educar sem Adoecer”, sobre como a escola pode atuar para fortalecer vínculos humanos e criar espaços de acolhimento que ajudem a enfrentar o aumento da exaustão e da pressão por desempenho.
“Nós estamos vivendo na sociedade do cansaço, que exige alta performance todos os dias e não tolera tempo de pausa. Isso está se transformando no novo normal da educação para quem quer competir em alto nível, no entanto esse não é o único caminho para alcançar bons resultados.”
Na opinião do professor, a educação precisa caminhar lado a lado com a empatia e respeitando tanto os limites dos alunos quanto os limites dos professores. Márcio entende que a escola precisa resgatar dinâmicas cooperativas que incentivem o olhar para o outro e a interação social, pois o que os jovens buscam é uma conexão real.
“Nós precisamos ter uma escola que funciona como uma comunidade, que presta uma rede de apoio para escuta terapêutica tanto para educadores quanto para alunos, formando canais seguros para partilhar suas percepções”, disse Krauss.










