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Na Bett Brasil 2026, edtech detalha relatório inédito e apresenta o Teachy Studio como infraestrutura de personalização pedagógica nas escolas

A inteligência artificial na educação deixa de ser promessa e assume papel estrutural nas escolas, tema que ganha densidade na Bett Brasil 2026 com a participação da Teachy. A edtech apresenta dados inéditos sobre o uso de IA nas escolas e introduz uma nova frente voltada à personalização pedagógica, consolidando um movimento que reposiciona o papel do professor e da própria instituição de ensino.

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Até 8 de maio, no Expo Center Norte, a Teachy organiza seu estande como um espaço de demonstração prática, debate e análise estratégica. A programação reúne lançamento de relatório, apresentações técnicas e discussões com especialistas, conectando evidências de uso da IA com caminhos concretos de implementação nas escolas e reforçando a transformação digital na educação.

O relatório “IA nas Escolas 2027: A Nova Era das Superescolas” sustenta essa abordagem. Com base em pesquisa com mais de 600 professores e gestores, além de dados da própria plataforma, o estudo aponta que a inteligência artificial já está incorporada à rotina educacional brasileira, alterando processos pedagógicos, gestão escolar e expectativas das famílias.

“Estamos diante da maior mudança estrutural da educação em séculos. A IA pedagógica redefine o próprio papel da escola, do professor e do aprendizado”, afirmou Pedro Siciliano, CEO da Teachy. “Pela primeira vez, a tecnologia permite combinar escala com personalização em um nível que antes era impossível.”

Os dados reforçam essa transformação: mais de 80% de professores e alunos utilizam IA em atividades educacionais, enquanto 91% dos docentes relatam ganho de tempo nas rotinas pedagógicas. O impacto também aparece no engajamento e no desempenho dos estudantes, evidenciando que a tecnologia já influencia diretamente a experiência de aprendizagem.

IA pedagógica estrutura nova lógica escolar

A presença da inteligência artificial nas escolas, segundo o estudo, não depende mais de decisões institucionais formais. Ela já circula entre estudantes, professores e famílias, criando um cenário em que o desafio deixa de ser a adoção e passa a ser a organização pedagógica do uso.

Nesse contexto, a Teachy defende a consolidação da IA como infraestrutura educacional. A proposta não se limita à automação de tarefas, mas reorganiza planejamento, avaliação, personalização do ensino e acompanhamento dos estudantes, com impacto direto na dinâmica escolar.

O conceito de “superescolas”, apresentado no relatório, sintetiza essa mudança. Trata-se de instituições que utilizam a inteligência artificial de forma integrada para personalizar conteúdos, antecipar dificuldades de aprendizagem e ampliar a capacidade de atuação docente sem perder autonomia pedagógica.

“A IA não é mais uma tendência futura. Ela já reorganiza o presente da escola. O desafio agora é como utilizá-la de forma pedagógica, segura e alinhada ao projeto educacional”, defendeu Pedro Siciliano.

Ao mesmo tempo, o estudo aponta lacunas relevantes. Apenas 16% dos professores afirmam receber apoio formal das escolas para uso da tecnologia, indicando um descompasso entre a velocidade de adoção e a capacidade institucional de estruturar práticas consistentes.

Teachy Studio amplia autoria e personalização

A resposta prática a esse cenário aparece no lançamento do Teachy Studio, nova solução apresentada durante a Bett Brasil. A plataforma permite que escolas e redes criem seus próprios materiais didáticos com apoio de inteligência artificial, organizando conteúdos alinhados à BNCC e às diretrizes institucionais.

A proposta desloca o papel das instituições, que passam a atuar como produtoras de conteúdo pedagógico. O modelo combina automação com curadoria humana, incluindo revisão por especialistas e validação educacional, garantindo consistência e qualidade na produção.

Na prática, o Teachy Studio possibilita a criação de livros, apostilas e trilhas de aprendizagem personalizadas, com adaptação de linguagem, metodologia e estrutura conforme o projeto pedagógico de cada escola. A solução também integra versões digitais e impressas, conectando o uso da tecnologia ao cotidiano da sala de aula.

“A proposta é oferecer uma alternativa flexível a escola e professores que usam materiais engessados, ampliando sua autonomia, pensando no resultado dos alunos”, disse Pedro.

Além da produção de conteúdo, a plataforma amplia a capacidade de personalização ao permitir a criação de materiais regionais, itinerários formativos e recursos adaptados para diferentes perfis de estudantes, incluindo aqueles com necessidades específicas de aprendizagem.

A programação do estande inclui ainda o Teachy Talks, série de debates com especialistas como Mozart Ramos, Luiz Curi e Anamaíra Spaggiari, além de pesquisadores e lideranças do setor educacional. A proposta é transformar o espaço em um ambiente de experimentação, no qual tecnologia, prática pedagógica e tomada de decisão se encontram.

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