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Com mais de 140 horas de conteúdo e centenas de palestrantes, seleção do educador21 destaca os debates que ajudam gestores a tomar decisões no primeiro dia doesta edição

A Bett Brasil 2026 apresenta uma programação que ultrapassa 140 horas de conteúdo e reúne centenas de palestrantes distribuídos em mais de uma dezena de auditórios simultâneos. Esse volume impõe um desafio concreto para gestores e educadores: decidir onde investir tempo em meio a uma agenda que avança em várias frentes ao mesmo tempo. A escolha das sessões passa a influenciar diretamente a capacidade de leitura de cenário e a tomada de decisão nas escolas.

O educador21 organiza, ao longo da cobertura, uma seleção diária das discussões que ajudam a interpretar o momento da educação. O critério não está na popularidade das palestras, mas na capacidade de provocar decisões práticas. A programação da Bett não se esgota na agenda oficial; ela exige leitura, filtro e conexão com os desafios reais enfrentados por escolas e redes.

A edição de 2026 reorganiza o debate ao integrar inteligências humanas, coletivas e artificiais como eixo estruturante. A tecnologia deixa de aparecer como tema isolado e passa a atravessar discussões sobre currículo, gestão, avaliação e formação docente. Esse deslocamento altera o tipo de pergunta que gestores precisam fazer ao longo do evento.

O primeiro dia concentra sinais importantes dessa mudança. A abertura do Congresso de Educação Básica e a estreia do Summit de IA na Educação, indicam como o evento pretende conduzir o debate ao longo da semana. “A educação é o eixo central para o desenvolvimento humano, social e econômico”, afirma Claudia Valério, ao situar o papel da educação nas transformações discutidas no evento.

IA e decisão pedagógica entram no centro da agenda

A estreia do Summit IA redefine o peso do tema dentro da Bett 2026. A presença de Sandro Bonás, CEO da Conexia Educação, ao lado de Claudia Valério, diretora-geral da Bett Brasil, na abertura indica que o debate sobre tecnologia deixa de ser periférico e passa a ocupar um espaço estratégico. A mudança responde à pressão crescente sobre escolas para incorporar IA com intencionalidade pedagógica e critérios claros.

Esse movimento ganha densidade nas discussões sobre soberania pedagógica. Nomes como Guilherme Cintra, Gi Santos e Américo Amorim colocam em debate os limites do uso de inteligência artificial na educação. O foco recai sobre vieses, ética e risco de delegação excessiva à tecnologia — um tema que pressiona escolas a definirem políticas institucionais e práticas consistentes.

A reflexão proposta por Cristóbal Cobo desloca o debate para o currículo. A capacidade da IA de executar tarefas cognitivas básicas altera o papel da escola e exige revisão de prioridades formativas. Pensamento crítico, criatividade e julgamento ético deixam de ser complementares e passam a ocupar posição central.

Outras sessões do dia ampliam esse cenário. George R. Stein discute a prontidão das escolas para lidar com IA generativa, enquanto Fernando Valenzuela propõe uma leitura sistêmica sobre integração de inteligências. O conjunto dessas discussões indica que a IA já saiu do campo experimental e exige decisões estruturais.

Gestão, avaliação e formação ganham peso estratégico

A abertura oficial do Congresso de Educação Básica reúne nomes como Débora Garofalo, Priscila Cruz e Ana Dal Fabbro. O encontro funciona como leitura inicial das prioridades do setor e indica como políticas públicas, inovação e prática escolar devem se articular ao longo do evento.

No Fórum de Gestores, Luciano Meira e Silvio Meira abordam liderança em um ambiente híbrido entre físico, digital e social. A discussão aponta para a necessidade de gestores capazes de operar em ecossistemas complexos, nos quais tecnologia e relações humanas se entrelaçam.

A avaliação aparece como um dos temas mais tensionados do dia. Lilian Bacich e Alcielle dos Santos discutem o uso pedagógico dos dados e os limites de modelos baseados apenas em mensuração. O debate enfrenta desafios recorrentes das escolas, como cultura da nota e dificuldade de transformar diagnóstico em ação.

A programação também incorpora temas estruturais do cotidiano escolar. Guilherme Alves da Silva e Alessandra Borelli tratam de cidadania digital e proteção de dados, enquanto Fernando Trevisani discute o papel do professor na era da IA. Já Pedro Parente e Rafael Parente ampliam o debate ao trazer valores e formação ética para o centro da discussão educacional.

A programação do dia 5 da Bett Brasil 2026 concentra discussões que atravessam tecnologia, gestão e formação humana, indicando um cenário em que a inovação avança, mas exige critérios cada vez mais claros de decisão por parte das escolas.

O educador21 indica: dia 5

Summit de IA

11h — Abertura Summit IA Bett Brasil + AI4School
Palestrantes: Sandro Bonás, CEO da Conexia; Claudia Valério, diretora-geral da Bett Brasil

14h — Quem decide na era da IA? Soberania pedagógica, ética e o papel humano na educação
Palestrantes: Guilherme Cintra, diretor de inovação e tecnologia da Fundação Lemann; Gi Santos, pesquisadora e gestora de inovação da humani:a; Américo Amorim, pesquisador afiliado da New York University e fundador da Escribo

Plenária

10h30 — Abertura
Palestrantes: Débora Garofalo, professora e especialista em inovação educacional; Priscila Cruz, presidente-executiva do Todos Pela Educação; Ana Dal Fabbro, coordenadora-geral de Educação Digital do MEC

12h — Se a IA é a resposta, qual é a questão educacional que permanece?
Palestrantes: Cristóbal Cobo, pesquisador e jornalista

15h30 — De geração em geração: quem é você quando ninguém está olhando?
Palestrantes: Pedro Parente, empresário e conselheiro; Rafael Parente, diretor-executivo do Instituto Salto

Fórum de Gestores

11h30 — Qual o mix de inteligências para a transformação da escola?
Palestrantes: Luciano Meira, professor da Proz Educação; Silvio Meira, cientista-chefe da TDS.company

Arena Startup

12h30 — O jogo invisível da inteligência artificial
Palestrantes: Fernando Valenzuela, presidente da Edlatam Alliance

14h — Inovação aberta educacional na prática
Palestrantes: Leo Gmeiner, cofundador e CBO da School Guardian; Guilherme Skaf Amorim, diretor de corporate venture capital da Rosey Ventures; Germana Zapata, especialista de desenvolvimento industrial do SENAI

15h30 — Pitches finalistas Prêmio Edtech Awards
Palestrantes: Finalistas do prêmio

Aquário

15h — Avaliar para aprender: reinventando o sentido da avaliação na escola
Palestrantes: Lilian Bacich, diretora da Tríade Educacional; Alcielle dos Santos, diretora de educação do Instituto iungo

Sala de Aula Invertida

11h — Prontidão escolar para a IA generativa
Palestrantes: George R. Stein, fundador da Pedagog.IA

Roda de Conversa

15h — Como proteger e educar no mundo digital
Palestrantes: Guilherme Alves da Silva, gerente de projetos da Safernet Brasil; Alessandra Borelli, advogada especialista em direito digital

Espaço Criativo

15h30 — O professor que a escola precisa na era da IA
Palestrantes: Fernando Trevisani, consultor educacional da TEDMAT

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