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Edtech apresenta avaliação de maturidade tecnológica e trilhas de aprendizagem alinhadas à obrigatoriedade da Educação Digital

A obrigatoriedade da Educação Digital em todas as etapas da educação básica brasileira começa a pressionar redes públicas e privadas a revisarem currículos, estruturas e estratégias pedagógicas. Em meio a esse cenário, a Codifica leva à Bett Brasil 2026 uma proposta voltada ao diagnóstico de maturidade digital das escolas e ao desenvolvimento estruturado de competências tecnológicas entre estudantes e professores.

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A mudança ocorre após a publicação da Resolução nº 2/2025 do Conselho Nacional de Educação, que tornou obrigatória a implementação da Educação Digital nos currículos escolares. A nova diretriz permite tanto a abordagem transversal quanto a criação de componentes curriculares específicos, mas amplia a responsabilidade das instituições em relação à formação docente, reorganização pedagógica e desenvolvimento de competências digitais.

Além das mudanças curriculares, a adequação às novas diretrizes também passa a impactar diretamente a gestão educacional. O cumprimento das exigências estabelecidas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) está relacionado à manutenção dos repasses do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), o que aumenta a pressão sobre redes e gestores.

É nesse contexto que a Codifica aposta em soluções voltadas à mensuração da maturidade tecnológica das instituições. Durante a Bett Brasil 2026, a empresa apresentará uma análise que avalia desde infraestrutura física até habilidades digitais de estudantes e professores, permitindo que escolas identifiquem seu estágio atual no processo de transformação digital.

Segundo Guilherme Fortes, diretor da Codifica, a necessidade de transformar a Educação Digital em prática consistente dentro das escolas exige decisões mais orientadas por evidências. “Nos últimos testes realizados com nossos parceiros, observamos avanços tanto em competências digitais quanto em pensamento computacional do primeiro para o segundo ano de utilização das nossas trilhas e metodologias”, afirmou Fortes.

Teste de Fluência Digital amplia uso de dados nas escolas

Entre as ferramentas apresentadas pela empresa está o Teste de Fluência Digital, solução já aplicada em mais de 80 escolas parceiras da edtech. O instrumento avalia competências relacionadas ao pensamento computacional, uso consciente da tecnologia e habilidades digitais dos estudantes. A proposta da ferramenta é oferecer indicadores concretos que ajudem escolas e gestores a tomar decisões pedagógicas mais estruturadas sobre formação tecnológica, currículo e desenvolvimento de competências digitais.

Segundo a empresa, os resultados obtidos em avaliações realizadas entre julho e outubro de 2025 demonstraram avanços progressivos entre estudantes participantes das trilhas educacionais da plataforma. No recorte por estados, estudantes de escolas de São Paulo alcançaram desempenho médio de 57% em competências digitais, enquanto alunos do Rio Grande do Sul e do Distrito Federal registraram média de 54%.

Os melhores resultados apareceram nas áreas de segurança e ética digital, com desempenho de 71%, e inteligência artificial, com 70%. O levantamento envolveu escolas públicas, privadas e projetos sociais. Para Fortes, a combinação entre avaliação diagnóstica e personalização das trilhas permite às instituições avançarem de forma mais consistente na implementação da Educação Digital.

“As trilhas são construídas com base em uma análise prévia e permitem que as escolas tomem decisões fundamentadas em evidências. Além de avaliar as competências dos alunos, analisamos os recursos das instituições para desenvolver um trabalho direcionado ao aprimoramento de estudantes e professores”, destacou o diretor da Codifica.

Educação Digital amplia debate sobre currículo e formação docente

Além do diagnóstico, a empresa apresentará na Bett Brasil o que define como o maior banco de trilhas de aprendizagem em tecnologia do país. O conteúdo contempla programação, robótica maker, artes digitais e inteligência artificial aplicada ao mercado de trabalho.

A plataforma foi desenvolvida para atender diferentes formatos pedagógicos, incluindo atividades extracurriculares, oficinas especializadas e programas de ensino integral. Segundo a empresa, os conteúdos são autorais, digitais e atualizados continuamente por uma equipe multidisciplinar formada por pedagogas, psicopedagogas, designers, desenvolvedores e especialistas em computação e robótica.

O avanço dessas soluções acompanha um movimento mais amplo do setor educacional brasileiro, que passa a incorporar competências digitais como parte estruturante da formação dos estudantes. Atualmente, a Codifica afirma impactar cerca de 18 mil pessoas de forma recorrente, incluindo mais de 16 mil estudantes em 80 instituições de ensino distribuídas em mais de 11 estados brasileiros.

Os resultados acadêmicos também aparecem como parte da estratégia apresentada pela empresa. Entre 2024 e 2025, estudantes de escolas parceiras conquistaram mais de 260 medalhas em olimpíadas científicas e tecnológicas, incluindo destaque na Olimpíada Brasileira de Informática (OBI) e presença entre as melhores escolas do país na Olimpíada Brasileira de Robótica Livre (OBRL).

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