Efígie apresenta, em seu estande na feira, ferramenta inédita para apoiar escolas na construção de estratégias globais alinhadas à inteligência artificial
A combinação entre inteligência artificial e internacionalização escolar começa a ocupar espaço estratégico no planejamento das instituições de ensino brasileiras. Na Bett Brasil 2026, a Efígie Academy apresenta uma proposta voltada a escolas que buscam integrar inovação tecnológica, currículo global e orientação acadêmica dentro de uma estratégia institucional mais ampla.
A participação da instituição acontece na área de expositores da feira e tem como foco mostrar como a internacionalização pode deixar de ser uma iniciativa isolada para assumir papel estruturante no projeto pedagógico das escolas. A proposta dialoga diretamente com as mudanças provocadas pela aceleração tecnológica e pelas novas dinâmicas globais que atravessam o setor educacional.
Segundo a Efígie, o desafio atual não se resume à adoção de plataformas digitais ou ferramentas de inteligência artificial. O movimento exige que as escolas revisitem sua própria missão diante de um cenário em que estudantes precisarão desenvolver competências ligadas à autonomia intelectual, pensamento crítico, consciência intercultural e capacidade de atuação em contextos complexos.
“A escola precisa compreender que internacionalização não é mais um projeto paralelo. Ela passa a funcionar como eixo organizador da formação dos estudantes em um mundo conectado e atravessado pela inteligência artificial”, afirmou Lara Crivelaro, CEO da Efígie.
A instituição defende que a escola contemporânea tende a assumir uma função ampliada, atuando não apenas na transmissão de conteúdos, mas também como mediadora de trajetórias formativas e orientadora de escolhas acadêmicas e profissionais. Nesse contexto, a internacionalização escolar aparece como ferramenta capaz de oferecer direção pedagógica às transformações tecnológicas em curso.
O movimento acompanha recomendações de organismos internacionais como Unesco, Organisation for Economic Co-operation and Development e World Economic Forum, que defendem a formação de estudantes preparados para atuar em sociedades cada vez mais interconectadas.
Ferramenta busca apoiar estratégia de internacionalização escolar
Entre os destaques levados pela Efígie à Bett Brasil está o Raio X da Internacionalização Escolar, ferramenta diagnóstica desenvolvida para ajudar escolas brasileiras a compreenderem seu estágio atual no processo de internacionalização.
O instrumento foi inspirado nas pesquisas apresentadas por Lara Crivelaro no livro “Internacionalização Escolar: Um Guia para Escolas Brasileiras” e permite avaliar diferentes dimensões institucionais, como currículo, cultura escolar, idiomas, estrutura organizacional, parcerias internacionais e orientação acadêmica.
A partir desse diagnóstico, a plataforma apresenta recomendações e caminhos possíveis para a construção de projetos alinhados à realidade de cada escola. A proposta busca responder a uma dificuldade recorrente no setor: transformar o conceito de internacionalização em prática institucional contínua e integrada ao cotidiano pedagógico.
“Muitas escolas ainda associam internacionalização apenas a intercâmbio ou ensino bilíngue. Nosso objetivo é mostrar que ela pode orientar decisões curriculares, pedagógicas e até a relação da escola com a tecnologia”, explicou Lara Crivelaro.
Segundo a instituição, o diagnóstico também permite que gestores identifiquem oportunidades de fortalecimento institucional diante das novas demandas educacionais. A ideia é apoiar escolas na construção de projetos capazes de integrar inovação, desenvolvimento humano e preparação para contextos globais.
Tecnologia e formação global passam a caminhar juntas
A Efígie sustenta que o avanço da inteligência artificial acelerou um processo que já vinha transformando o papel da escola. Mais do que incorporar ferramentas tecnológicas, as instituições passam a enfrentar o desafio de formar estudantes capazes de interpretar cenários complexos, tomar decisões críticas e atuar em ambientes multiculturais.
Nesse cenário, a internacionalização escolar deixa de funcionar apenas como diferencial competitivo e passa a integrar estratégias ligadas ao desenvolvimento de competências contemporâneas. Para a instituição, escolas que conseguem conectar tecnologia, formação acadêmica e visão global tendem a construir projetos mais aderentes às expectativas das famílias e às exigências do século 21.
A Bett Brasil 2026 deve ampliar a circulação desse debate entre gestores, mantenedores e educadores interessados em compreender como inteligência artificial, currículo e cidadania global podem se articular dentro de uma proposta educacional mais integrada e sustentável.










